Movimento Cívico pela Linha do Vouga

"Estamos na luta pela Linha do Vouga. Todos nós sonhamos com algo e todos nós ambicionamos algo. Aquilo com que sonhamos e com que ambicionamos é que a via estreita tenha um futuro e não um fim. Queremos que preservem a última linha de via estreita do país, que a renovem, que lhe "limpem a cara". Não queremos que a eliminem pois faz parte da nossa história. Queremos que os nossos filhos, netos e bisnetos, possam, no futuro, desfrutar das mesmas aventuras que todos nós (ainda) podemos desfrutar. A história da Linha do Vouga é algo que tem de ser preservado, pois um país que não preserve a sua história, não é um país. A via tem um potencial turístico enorme, assim como uma afluência de passageiros que consideramos sustentável caso a oferta de comboios seja melhorada. Em Espanha, encontram-se alguns exemplos de como a via estreita pode ser rentável no século XXI, basta para isso algum dinamismo e vontade política para que isso aconteça de igual modo em Portugal."

A Linha do Vouga Propostas e Reivindicações

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Publicações

sábado, 28 de março de 2026

Pelo Futuro da Linha do Vouga: O Museu de Macinhata merece este novo fôlego!


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga saúda, com grande entusiasmo, o início das obras de ampliação e requalificação do Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga. Queremos expressar os nossos parabéns ao Município de Águeda e ao seu Presidente, Jorge Almeida, pela visão e pelo investimento de 1,26 milhões de euros nesta infraestrutura vital. Este é um passo gigante para a salvaguarda do património ferroviário de via estreita, com reconhecimento nacional e internacional.


No entanto, este momento de celebração deve servir também para a reflexão e para a correção de erros históricos. É imperativo que, no âmbito desta requalificação, seja corrigido o erro grosseiro cometido há 11 anos: o isolamento físico do museu em relação à rede ferroviária ativa. Um museu ferroviário não pode ser uma "ilha"; ele deve estar ligado aos carris, permitindo que o material circulante entre e saia, e que comboios históricos possam voltar a ligar o passado ao presente de forma dinâmica.



Apelamos, por isso, a que este investimento seja o catalisador para uma nova atitude em todo a Vale do Vouga:


• Conectividade: Que se reestabeleça a ligação direta entre as linhas do museu e a Linha do Vouga.


• União Regional: Que os restantes municípios servidos pela "Vouguinha" sigam o exemplo de Águeda e saibam aproveitar o enorme potencial turístico e museológico desta linha.


• Estratégia Comum: O Vouga não é apenas transporte; é cultura, paisagem e identidade. Precisamos de uma promoção conjunta que transforme toda a linha num museu vivo e num motor de desenvolvimento regional.


A obra arrancou em Macinhata, mas o caminho para a revitalização total da Linha do Vouga ainda agora começou!


🔍 Notícia completa: https://www.cm-agueda.pt/viver/comunicacao/noticias-agueda/noticia/obras-de-ampliacao-do-museu-ferroviario-de-macinhata-do-vouga-ja-arrancaram


📸 Fotos: Município de Águeda 


sexta-feira, 27 de março de 2026

Ausência de Respostas do Ministério perante os Desafios da Linha do Vouga


É de conhecimento público a nossa oposição à alteração da bitola na Linha do Vouga. Esta posição não se baseia numa mera preferência técnica, mas sim na constatação de que tal mudança exigiria a renovação de 70 a 90% do traçado atual — o que, na prática, significaria a construção de uma linha integralmente nova. Defendemos que esta é uma despesa desnecessária, quando o foco deveria ser a requalificação e modernização profunda da infraestrutura existente.


O Ministro Castro Almeida, com a pasta da Economia e Coesão Territorial, tem defendido, em diversos artigos de opinião, que a adoção da bitola ibérica, para uma ligação direta ao Porto, permitiria reduzir o tempo de percurso entre São João da Madeira e Espinho para 28 minutos. Contudo, as nossas projeções levantam sérias dúvidas sobre a exequibilidade deste tempo de viagem, a menos que se proceda à eliminação de apeadeiros essenciais às populações.



É, por isso, deplorável constatar que o mesmo Ministro que tanto insistiu nesta tese na imprensa regional, tenha optado pelo silêncio quando confrontado pelo deputado José Carlos Barbosa sobre os problemas reais e urgentes da Linha. Este silêncio é revelador: continua-se a alimentar a "ilusão da bitola" enquanto se negligenciam os problemas quotidianos dos utentes. Reiteramos a necessidade urgente de reforço de material circulante para a Linha do Vouga. Não aceitaremos menos do que a igualdade de tratamento face ao resto do país.


Pelo Futuro da Linha do Vouga!


terça-feira, 24 de março de 2026

O 'Vouguinha' não pode continuar a ser o parente pobre da ferrovia nacional!


A notícia hoje avançada pelo jornal PÚBLICO  confirma o que os passageiros sentem na pele: a Linha do Vouga está a ser deixada ao abandono por pura inércia política e operacional. 97 comboios suprimidos em apenas dois meses não são apenas estatística; são vidas afetadas, empregos em risco e uma região litoral vibrante que é tratada como se fosse um deserto.


👉 O que nos indigna:


• Gestão de Conveniência: A CP admite preferir suprimir comboios no Vouga para não afetar as linhas do Grande Porto. Somos passageiros de segunda?


• Obsolescência Programada: É inaceitável que a circulação dependa de dispositivos (PDA) descontinuados e de um sistema operativo "pré-histórico".


• O "Desperdício" de 6,2 Milhões: Gastaram-se milhões no troço central para agora circularem apenas "comboios fantasma" vazios, enquanto os passageiros continuam a ser transportados em táxis desde 2013.


• Falta de Visão: O Plano Estratégico da CP até 2032 ignora totalmente esta linha. Se não há material circulante novo nem estações dignas, como querem atrair passageiros?


O nosso levantamento exaustivo às 10 paragens entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga já provou que a infraestrutura é precária. Não aceitamos a desculpa do Secretário de Estado Hugo Espírito Santo de que as obras serviram apenas para os comboios "não caírem". Exigimos uma linha que sirva para circular com dignidade!


👉 Exigimos:


1) Instalação imediata dos AMV (agulhas) comprados em 2024;


2) Substituição integral do sistema de sinalização;


3) Um plano sério de renovação da frota de automotoras.


A Linha do Vouga tem futuro, basta que não a deixem morrer por falta de vontade!


🔍 Notícia do jornal Público: https://www.publico.pt/2026/03/23/local/noticia/avarias-falta-revisores-pda-dois-meses-cp-suprimiu-97-comboios-linha-vouga-2168570


terça-feira, 17 de março de 2026

Histórico do Vouga em destaque na série 'Passagem de Nível'


O Comboio Histórico do Vouga voltou a ser protagonista no pequeno ecrã! No episódio 7 da série documental "Passagem de Nível", produzida em 2024 e estreada recentemente na RTP, somos convidados a embarcar numa viagem memorável pela nossa via estreita.


Com realização de Sílvia Camarinha e produção da Farol de Ideias, este episódio intitulado "Comboio: Uma Viagem de Memórias" faz um retrato sensível e tecnicamente irrepreensível da potencialidade turística da Linha do Vouga. As imagens captadas mostram não apenas a beleza das paisagens que o histórico "Vouguinha" atravessa entre Aveiro e Macinhata do Vouga, mas também o valor inestimável do património ferroviário que o Movimento Cívico pela Linha do Vouga defende diariamente.



Este trabalho documental é um reforço importante para a nossa causa, demonstrando como o turismo ferroviário pode ser um motor de dinamização regional e por que razão a modernização e preservação de toda a linha são urgentes.


Convidamos todos os entusiastas e defensores da ferrovia a assistir e a partilhar este excelente conteúdo de serviço público.




sábado, 14 de março de 2026

Renovação de Via: Investimento de 7 Milhões de Euros avança no terreno entre Espinho e a Feira

O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) informa que os trabalhos preparatórios para a Renovação Integral de Via (RIV) no troço entre Espinho e Santa Maria da Feira entraram finalmente numa fase visível de execução.

Esta intervenção estratégica, a cargo da Fergrupo, representa um investimento global que ronda os 7 milhões de euros. Após um primeiro concurso sem propostas, o reforço orçamental por parte da Infraestruturas de Portugal (IP) permitiu viabilizar esta empreitada, que tem um prazo de execução de 365 dias.

Estaleiros e Equipamento no Terreno

Nas nossas mais recentes visitas de acompanhamento, realizadas entre o final da semana passada e o início da atual, o MCLV confirmou a mobilização logística da empresa subcontratada Fernandes e Remelhe, Lda em pontos-chave:

 • Estação de São João de Ver: Instalação daquele que julgamos tratar-se do estaleiro principal, onde já se encontra maquinaria pesada e aglomerados de carril novo, pronto para substituir a superestrutura atual.

 • Estação de Paços de Brandão: Presença daquele que será um estaleiro de apoio onde identificámos a dresine de transporte de materiais, equipamento fundamental para a movimentação das barras de carril ao longo do troço.

Benefícios para os Passageiros e Realidade Técnica

Esta obra de renovação é vital para a continuidade do "Vouguinha", focando-se na substituição integral de carris, travessas, fixações e balastro. Para o MCLV, a concretização deste investimento é também uma prova clara de que o lobby da bitola ibérica fica cada vez mais desprovido de sentido: o caminho para o Vouga passa pela valorização e modernização da sua identidade de via estreita, e não pela sua descaracterização.

O objetivo é claro: eliminar restrições de velocidade, aumentar o conforto e garantir que a infraestrutura recupera os índices de fiabilidade necessários para uma exploração segura entre o Vouga e a Linha do Norte, em Espinho.

Vigilância Ativa do MCLV

O Movimento Cívico irá tentar acompanhar o decorrer dos trabalhos ao longo dos próximos 12 meses, os quais deverão decorrer em período noturno, embora ainda não tenhamos a confirmação oficial. Estaremos atentos ao cumprimento do cronograma e à evolução da obra, para garantir que as populações entre Espinho e Santa Maria da Feira possam usufruir de uma via renovada e com melhores condições de circulação.

Acompanhe o nosso site ou as nossas redes para ver as fotos exclusivas dos trabalhos em curso!


Galeria de imagens



Autoria da fotos: Vitor Gomes 


sexta-feira, 13 de março de 2026

Novos comboios assinados em Aveiro: Uma afronta a quem utiliza o 'Vouguinha'

Foto: CP - Comboios de Portugal

O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) manifesta a sua profunda desilusão e incompreensão perante a escolha da Estação de Aveiro como local onde, na passada terça-feira, decorrera a assinatura do aditamento ao contrato de compra de novas unidades automotoras para a CP.

Para o MCLV, a escolha daquela estação para este ato oficial configurou uma verdadeira afronta, uma vez que a referida compra não inclui um único comboio novo para a Linha do Vouga. Não há a menor dúvida de que o país precisa de mais e de novos comboios, mas achamos desapropriado que o Ministério das Infraestruturas tenha utilizado o principal ponto de ligação da Linha do Vouga à Linha do Norte, como é aquela estação, para servir de "palco" para a celebração do futuro da ferrovia nacional, enquanto ignora deliberadamente a necessidade de renovação da frota de via estreita, que ali definha diariamente perante o olhar de todos. Para o MCLV, este evento em Aveiro deixa um sabor amargo pelos seguintes motivos:


 • Degradação do Serviço: Enquanto se anunciam investimentos para a frota de bitola ibérica, os passageiros do Vouga continuam reféns das automotoras da série 9630 — um material circulante que, apesar do esforço das equipas de manutenção, está no limite da sua vida útil e tem registado vulnerabilidades críticas e avarias constantes. Isto é a principal causa de supressões, deixando os passageiros recorrentemente "a pé" ou dependentes de autocarros de substituição;


 • Falta de Visão Estratégica: Não se pode falar em "modernização", "coesão territorial" e "reforço do transporte público" quando se ignora a necessidade urgente de material circulante novo (ou de uma remotorização profunda e moderna) para a única via estreita em operação no país;


 • Incongruência Geográfica: Realizar esta cerimónia no principal nó de ligação entre as duas bitolas no centro do país, sem anunciar um plano para a aquisição de novo material circulante para o Vouga, demonstra um total desprezo pela continuidade deste sistema ferroviário, ignorando o sofrimento diário de quem utiliza um serviço cada vez mais ultrapassado;


 • Material em fim de vida: As automotoras da série 9630 estão no limite da sua capacidade operacional. Longe de serem fiáveis, tal como referido anteriormente, estas unidades registam avarias constantes e sucessivas, que são a principal causa de supressões diárias e de um serviço degradado;


 • Desigualdade de Tratamento: Milhares de cidadãos de Aveiro, Águeda, Albergaria-a-Velha, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Santa Maria da Feira e Espinho são tratados como passageiros de segunda, enquanto a tutela assiste passivamente à degradação do material de via estreita no exato local onde este deveria ter sido valorizado.


O nosso apelo

O MCLV recorda que as renovações de via (atualmente decorre a RIV entre Espinho e a Feira) não terão o impacto desejado se não forem acompanhadas pela vinda de comboios novos. Investir na infraestrutura para depois nela circularem unidades mecanicamente esgotadas e propensas a falhas é uma falha de gestão e um desrespeito pelos utentes.


Este Movimento Cívico não aceita, por isso, que o interface de Aveiro tenha servido apenas de "cenário" para anúncios que excluem o Vouga. Continuaremos a exigir que o próximo ciclo de investimento em material circulante ponha fim a esta afronta. O Vouga não é apenas paisagem, é uma linha viva. Exigimos comboios novos já!


Anos
A idade da Linha do Vouga
98 Quilómetros
Via férrea ativa entre Espinho e Aveiro
610000 Passageiros
Média anual na Linha do Vouga

Galeria

Material circulante
Diesel
Material circulante
Vapor
Obras de arte
Estações, apeadeiros, pontes...
Outras linhas
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