Movimento Cívico pela Linha do Vouga

"Estamos na luta pela Linha do Vouga. Todos nós sonhamos com algo e todos nós ambicionamos algo. Aquilo com que sonhamos e com que ambicionamos é que a via estreita tenha um futuro e não um fim. Queremos que preservem a última linha de via estreita do país, que a renovem, que lhe "limpem a cara". Não queremos que a eliminem pois faz parte da nossa história. Queremos que os nossos filhos, netos e bisnetos, possam, no futuro, desfrutar das mesmas aventuras que todos nós (ainda) podemos desfrutar. A história da Linha do Vouga é algo que tem de ser preservado, pois um país que não preserve a sua história, não é um país. A via tem um potencial turístico enorme, assim como uma afluência de passageiros que consideramos sustentável caso a oferta de comboios seja melhorada. Em Espanha, encontram-se alguns exemplos de como a via estreita pode ser rentável no século XXI, basta para isso algum dinamismo e vontade política para que isso aconteça de igual modo em Portugal."

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Publicações

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

COMUNICADO: MCLV repudia supressões na Linha do Vouga por falta de meios básicos e inércia técnica

O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) vem, por este meio, manifestar o seu mais profundo repúdio perante as supressões de comboios ocorridas hoje, 13 de fevereiro de 2026. 

Este comunicado surge na sequência da notícia hoje avançada pelo jornal Público, que denuncia a paragem de composições devido à falta de equipamentos PDA (Personal Digital Assistant) para as equipas de bordo.


É inadmissível que a mobilidade de milhares de cidadãos entre Aveiro e Espinho possa ser sequestrada por uma falha logística tão elementar e evitável. Este episódio, confirmado pela comunicação social, é o reflexo de um problema estrutural que o MCLV urge denunciar:


• Negligência Operacional da CP: Ainda que acautelando serviço rodoviário de substituição, é injustificável que uma operadora nacional suprima serviços ferroviários por incapacidade de fornecer material de apoio básico aos seus trabalhadores. Tratar os passageiros desta linha como utentes de segunda categoria, cancelando comboios por falhas administrativas, é um desrespeito gritante por quem trabalha e estuda.


• Falta de know-how e Inércia da IP: A paragem do serviço por falta de dispositivos móveis revela a fragilidade de uma infraestrutura que a Infraestruturas de Portugal (IP) mantém tecnologicamente obsoleta. A falta de investimento e de competência técnica para modernizar os sistemas de apoio à exploração deixa a operação ferroviária refém de meios manuais e precários.


Não aceitaremos que o "Vouguinha" continue a ser vítima de um desinvestimento crónico e de uma gestão de braços cruzados. O direito ao transporte público é fundamental e não pode estar dependente de falhas de planeamento que revelam um profundo desprezo pela nossa região.


Face ao exposto, o MCLV exige:


1) Um esclarecimento público imediato por parte das administrações da CP e da IP, bem como do Ministério das Infraestruturas, sobre as falhas reportadas pelo jornal Público;


2) A criação urgente de um plano de ação com o objetivo de terminar com a supressão de circulações e a garantia de meios de substituição sempre que a logística interna falhe;


3) Um plano de modernização tecnológica sério, que dote a linha de sistemas de comunicação e sinalização que não fiquem paralisados por falta de equipamentos portáteis.


A nossa paciência esgotou-se. Manteremos a nossa vigilância ativa e não abdicaremos de exigir o respeito e o serviço de qualidade a que as populações do distrito de Aveiro têm direito.


Movimento Cívico pela Linha do Vouga, 13 de fevereiro de 2026


Notícia do jornal Público: https://www.publico.pt/2026/02/13/local/noticia/comboios-suprimidos-linha-vouga-falta-pda-2164758


terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Vouga em Movimento: Especial de Natal 2025

Celebramos 3 anos e o nosso 15.º episódio com convidados de luxo!

Neste especial de Natal, reunimos algumas vozes que marcam a ferrovia em Portugal para uma retrospectiva de 2025 e um olhar sobre o futuro.


Além da habitual mensagem natalícia da equipa do MCLV, convidámos três figuras incontornáveis, desde a política ao ativismo ferroviário nacional, para partilharem a sua visão: o "Caçador de Locomotivas" Ricardo Grilo, o "Senhor Via Estreita" Daniel Conde e o "pai de um Plano Ferroviário para Portugal" Frederico Francisco brindam-nos com as suas sábias palavras, onde mostram as perspectivas e os desafios para o novo ano que se avizinha.


Um episódio de balanço, estratégia e, acima de tudo, de paixão pelos carris da "nossa" Linha do Vouga.



Episódio também disponível no Spotify, aqui.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Boas Festas e um próspero 2026!


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga deseja a todos os seus amigos e seguidores um Feliz Natal e votos de um próspero ano de 2026!


Pela Bitola Estreita, uma Ambição Larga!

Lutamos pela Linha do Vouga!


🔗 linktr.ee/mclvouga


sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

O 'Cancro dos Grafitis' na Linha do Vouga: Um Alerta para o Património

Durante o período em que Nuno Freitas esteve na presidência da CP, este era o aspeto habitual das automotoras, onde a empresa terá eliminado os grafitis em 99,5% do seu material circulante, em 2022.

A Linha do Vouga e o seu comboio, carinhosamente apelidado de "Vouguinha", é muito mais do que um simples trajeto ferroviário de via métrica no distrito de Aveiro; é um património histórico e um elo de coesão territorial. 

No entanto, ao longo dos anos, este símbolo de resistência e história tem enfrentado uma ameaça que muitos ativistas, entusiastas e até alguns meios de comunicação social têm classificado como o "cancro dos grafitis".

A Degradação Visual e Estrutural

O termo "cancro dos grafitis" é naturalmente uma metáfora dramática que ilustra a proliferação descontrolada e o impacto negativo da pintura não autorizada nos comboios, estações e demais infraestruturas ferroviárias em Portugal, com especial incidência na Linha do Vouga. Esta situação, que se agravou consideravelmente nos últimos anos, transcende a mera questão estética, atingindo aspetos cruciais:

 * Vandalismo de Material Circulante: As automotoras, já antigas e em necessidade de modernização, são frequentemente alvo de pintura ilegal de alto a baixo. Isto inclui o exterior, afetando até as janelas e vidros e, em alguns casos, o próprio interior;
 * Degradação das Estações: As estações e apeadeiros ao longo da linha também não escapam, com as paredes e edifícios a serem desfigurados, contribuindo para um cenário desolador e de abandono.

Este é o aspeto atual das automotoras UDD 9630 que fazem o serviço comercial de passageiros. Nota: para evitar a promoção do vandalismo, os grafitis da imagem foram alterados por IA.

Consequências para a Linha e para a Comunidade

O problema dos grafitis na Linha do Vouga não é apenas um incómodo visual; tem consequências graves que ameaçam a própria sobrevivência e a dignidade do serviço:

 * Afugentamento de Passageiros: O mau aspeto e a degradação visível dos comboios e estações afastam potenciais passageiros. Ninguém deseja viajar num meio de transporte que transmite uma imagem de vandalismo e desleixo, o que prejudica a luta pela manutenção e revitalização da linha;
 * Custos Acrescidos: A limpeza destas pinturas acarreta despesas avultadas para as empresas gestoras (como a CP - Comboios de Portugal e a Infraestruturas de Portugal), retirando recursos que poderiam ser aplicados na manutenção e modernização, tanto do material circulante como da via férrea, que já é uma necessidade gritante;
  * Risco para a Imagem e Futuro: Para movimentos cívicos e defensores da Linha do Vouga, o vandalismo representa um risco real de encerramento do serviço de passageiros. A degradação contínua pode ser usada como argumento para desinvestimento e, em última instância, para a desativação da linha, algo que já aconteceu parcialmente (por exemplo, com o corte entre Sernada do Vouga e Oliveira de Azeméis, substituído por táxis em 2013).

O Apelo Cívico e a Necessidade de Ação

Perante este cenário, o Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) e outras entidades têm lançado apelos veementes às autoridades e empresas responsáveis. A exigência é de "mão mais pesada" no controlo e fiscalização deste património, que é de toda a comunidade.

O desafio está em encontrar um equilíbrio entre a liberdade da expressão artística urbana e a preservação do património público. O vandalismo, que é a aplicação não autorizada de grafitis em propriedade alheia, é ilegal e destrói o que é de todos.

É urgente que as empresas e as câmaras municipais servidas pela linha colaborem no sentido de:
 
 * Reforçar a vigilância nas estações e nos locais onde o material circulante pernoita;
 * Promover a limpeza e manutenção de forma mais célere;
 * Sensibilizar a população para a importância da Linha do Vouga como um bem cultural e de transporte.

O "Vouguinha" é um testemunho de resistência, mas a sua história não pode ser manchada e comprometida pela ação destrutiva do "cancro dos grafitis". A propósito desta temática, no seu mais recente episódio, o podcast "Sobre Carris" faz manchete precisamente com o "Turismo de Grafitagem" que tem assolado o nosso país. Oiça aqui:


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Sugestão MCLV: Livro 'Caçador de Locomotivas', de Ricardo Grilo

Há dez anos, entrevistámos aquele que consideramos como um dos maiores entusiastas do caminho de ferro, e principalmente da Linha do Vouga, Ricardo Grilo. Hoje, sugerimos a leitura do seu mais recente livro: o "Caçador de Locomotivas".

Profusamente ilustrado com fotos originais, este livro, que apresenta logo na capa a locomotiva a vapor CP E97 que se encontra resguardada em Sernada do Vouga, tem um grande enfoque nas linhas de via estreita em Portugal e Espanha, com particular atenção à Linha do Vouga, por ser uma das favoritas do autor que, nos anos 1980 e 90, percorreu todas as linhas portuguesas em busca de uma época que então acabava.

O livro com 218 páginas, 260 fotografias originais a cores e 15 perfis é um álbum de histórias e imagens coloridas de um país e de uma ferrovia que na sua maioria já não existe.

Ao complexo do Vouga são dedicados três capítulos, sendo um primeiro designado “Almoço no Vouga” a descrever um episódio passado com o autor em 1970, quando descobriu as automotoras a gasolina ME50; outro a referir o Ramal de Espinho denominado “Os comboios do Mar Azul”, e por fim, um final intitulado “Requiem pelo Vouga” que descreve diversos aspetos da linha, apresentando diversas fotos, incluindo algumas realizadas na semana antes do encerramento do troço Sernada a Viseu, em 1990. 



O livro com 218 páginas, 260 fotografias originais a cores e 15 perfis é um álbum de histórias e imagens coloridas de um país e de uma ferrovia que na sua maioria já não existe. Foi escrito numa linguagem tecnicamente correta, mas acessível aos não-iniciados no tema de modo a poder ser interessante para todos os leitores e não apenas para especialistas. 


Pode ser adquirido diretamente ao autor/editor (é o mesmo) ou em locais de venda selecionados de norte a sul do país que podem ser encontrados na imagem abaixo.



Para aguçar o apetite pela leitura, partilhamos aqui novamente a entrevista que Ricardo Grilo nos concedeu em 2015 (clique sobre o texto).


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Marchas de formação de maquinistas no troço central da Linha do Vouga


Neste vídeo, mostramos algumas circulações das automotoras UDD 9630 relativas a marchas especiais de formação de maquinistas que têm decorrido no recém-renovado troço central da Linha do Vouga. 

Estas imagens foram captadas em vários locais do troço que liga Oliveira de Azeméis a Sernada do Vouga, entre os dias 19 de novembro e 1 de dezembro. Com a velocidade máxima estipulada nos 40 km/h, estas marchas continuarão a decorrer até ao dia 12 deste mês.


🎬 Créditos: Imagens captadas por Vitor Gomes e Jorge Seoane

Anos
A idade da Linha do Vouga
98 Quilómetros
Via férrea ativa entre Espinho e Aveiro
610000 Passageiros
Média anual na Linha do Vouga

Galeria

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Material circulante
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Estações, apeadeiros, pontes...
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