Movimento Cívico pela Linha do Vouga

"Estamos na luta pela Linha do Vouga. Todos nós sonhamos com algo e todos nós ambicionamos algo. Aquilo com que sonhamos e com que ambicionamos é que a via estreita tenha um futuro e não um fim. Queremos que preservem a última linha de via estreita do país, que a renovem, que lhe "limpem a cara". Não queremos que a eliminem pois faz parte da nossa história. Queremos que os nossos filhos, netos e bisnetos, possam, no futuro, desfrutar das mesmas aventuras que todos nós (ainda) podemos desfrutar. A história da Linha do Vouga é algo que tem de ser preservado, pois um país que não preserve a sua história, não é um país. A via tem um potencial turístico enorme, assim como uma afluência de passageiros que consideramos sustentável caso a oferta de comboios seja melhorada. Em Espanha, encontram-se alguns exemplos de como a via estreita pode ser rentável no século XXI, basta para isso algum dinamismo e vontade política para que isso aconteça de igual modo em Portugal."

A Linha do Vouga Propostas e Reivindicações

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Publicações

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Descobrindo o Comboio Histórico do Vouga... além-fronteiras!


Foi no programa "Escápate de viaje" — uma série documental da emissora espanhola Castilla y León Televisión (CYL TV) dedicada a dar a conhecer itinerários turísticos e de lazer — que fomos surpreendidos com aquela que é, muito provavelmente, uma das melhores e mais bonitas reportagens alguma vez realizadas sobre o nosso Comboio Histórico do Vouga.


No episódio "Escápate por el Festival de los Paraguas de colores de Águeda" (Temporada 9, Episódio 2), os nossos vizinhos espanhóis captaram com enorme sensibilidade a magia da última linha de bitola estreita em funcionamento em Portugal. Desde o património ferroviário vivo à beleza das paisagens e à riqueza cultural da região, o documentário mostra ao mundo o potencial extraordinário do "Vouguinha".



Se precisávamos de mais uma prova do valor turístico, histórico e humano do património da Linha do Vouga, este olhar vindo do outro lado da fronteira diz tudo.



Aconselhamos vivamente a verem a reportagem completa! Assista aqui: https://www.cyltvplay.es/Player.aspx?id=ba1b1142-b6b4-4886-93d9-85597a80cc9

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Transporte de carril relativo à RIV que decorre em período noturno entre a Feira e Espinho


Os trabalhos de renovação integral de via entre Santa Maria da Feira e Espinho, que decorrem em período noturno, aproximam-se do apeadeiro de Rio Meão. 


Nestas imagens, podemos ver as movimentações das equipas da Fergrupo no transporte do novo carril ao longo deste trajeto da Linha do Vouga. 



🎥 Autoria do vídeo: Paulo Nogueira


15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2012)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2012: Contra Todas as Previsões, o Vouguinha Continuou a Circular


O ano de 2012 começou sob a ameaça real do fim do serviço, mas a força da comunidade falou mais alto. Graças à pressão constante das populações locais, dos políticos da região e da mobilização cívica, o encerramento anunciado não se concretizou.


Esta fotografia mostra uma automotora 9630 a partir de Oliveira de Azeméis — o símbolo vivo de um comboio que se recusou a parar e de uma região que exigiu manter o seu meio de transporte. Contra os prognósticos mais sombrios, o Vouguinha provou que a união de um povo consegue travar o abandono.


Esta foi apenas a segunda paragem da nossa retrospetiva. Acompanhe a nossa página diariamente até 19 de outubro para não perder nenhum capítulo dos 15 anos da nossa história!


📍 Oliveira de Azeméis, 2012

📸 Autoria da foto: Aníbal Bastos


sábado, 19 de setembro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2011)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias viajamos no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2011: A Viagem de Despedida que se Tornou o Início de Tudo


Começamos em 2011. O cenário era sombrio: o encerramento definitivo da Linha do Vouga estava anunciado para o final desse ano. Perante a iminência da perda do "Vouguinha", os dois primeiros representantes do MCLV realizaram uma viagem por toda a extensão da linha num tom de despedida.


Contudo, aquilo que começou como um último adeus transformou-se na faísca de uma causa: a certeza de que a Linha do Vouga não podia morrer. 15 anos depois, o comboio continua a apitar e a nossa voz continua bem viva.


Esta foi apenas a primeira paragem. Siga a nossa página nos próximos dias, reviva connosco estes 15 anos de luta e partilhe as suas próprias memórias do Vouguinha aqui nos comentários!


📍 Sernada do Vouga, 2011

📸 Autoria da foto: Bruno Soares

 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Obras na Linha do Vouga: Renovação ultrapassa a antiga Estação de São João de Ver e alcança o PK 13

Dando continuidade ao acompanhamento mensal dos trabalhos de Renovação Integral de Via (RIV) no troço Espinho – Santa Maria da Feira, trazemos as mais recentes novidades sobre o progresso das obras no nosso "Vouguinha".

Se na última atualização assinalávamos a aproximação à Junta de Freguesia de São João de Ver (PK 14,3), o último mês voltou a registar uma evolução significativa no terreno. A frente de obra ultrapassou com sucesso a antiga Estação de São João de Ver e avançou mais 1,3 quilómetros na substituição da superestrutura da via, situando-se agora ao quilómetro 13.


Com este novo progresso, o acumulado de via totalmente renovada desde o ponto de partida, na Estação de Santa Maria da Feira (PK 19,4), ascende já a 6,4 quilómetros intervencionados. No local, os trabalhos mantêm o ritmo habitual, centrados na substituição integral de todo o material antigo da superestrutura da via por material novo, o que inclui o desguarnecimento e renovação do balastro, assim como o assentamento de novos carris e novas travessas. As fotografias que acompanham esta publicação foram captadas entre meados de agosto e o início do presente mês, registando o avanço dos trabalhos neste troço emblemático da linha.


Esta intervenção de requalificação, inserida no investimento global de 7,5 milhões de euros destinado a este troço, continua a focar-se na melhoria dos índices de segurança, estabilidade da via e tratamento de drenagens. A empreitada prossegue assim a sua caminhada firme rumo a Espinho, e o MCLV continuará a acompanhar o evoluir das obras dentro das suas possibilidades, empenhado em manter os cidadãos informados e em defender o futuro da Linha do Vouga. Fique atento às próximas atualizações!


Galeria de imagens



📸 Autoria das fotos: Vitor Gomes, João Oliveira e Bruno Soares

 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Centro Interpretativo é interessante, mas o 'Museu Vivo' é a chave diferenciadora!


Saudamos a recente visita do vice-presidente da Câmara Municipal de Águeda, Edson Santos, e dos técnicos municipais ao Museu Ferroviário Nacional no Entroncamento. A intenção de criar um Centro Interpretativo da Linha do Vouga para valorizar o Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga demonstra um interesse autárquico louvável na salvaguarda da nossa memória ferroviária.


Notícia na imprensa:

https://sapo.pt/artigo/macinhata-do-vouga-prepara-uma-nova-era-para-o-seu-patrimonio-ferroviario-6a7c7b21e252287f8a5f3d35


Esta iniciativa remete-nos para 2015, quando o MCLV realizou uma viagem de âmbito idêntico ao Museo Vasco del Ferrocarril e à Euskotren, no País Basco — uma referência europeia na preservação de vias métricas e onde viajámos na histórica automotora Allan CP 9301.


Relembre a nossa visita ao País Basco: https://www.mclv.org/2015/08/visita-ao-museo-vasco-del-ferrocarril-e.html


Deste modo, sugerimos vivamente aos responsáveis autárquicos de Águeda uma visita ao museu basco, em Azpeitia. Por muito que a ideia de criar um centro interpretativo possa soar interessante no papel, nunca terá a escala, o impacto turístico nem a dimensão patrimonial de um verdadeiro "Museu Vivo" — e era exatamente assim que o projeto deveria ser concetualizado e apresentado desde o primeiro momento.


Apesar de a autarquia referir que a articulação com Sernada do Vouga surgirá apenas numa fase posterior, o MCLV considera que essa devia ser a prioridade imediata. É nossa convicção de que o que tornará o projeto de requalificação daquele espaço museológico em algo verdadeiramente diferenciador nunca poderá limitar-se apenas em expor informação ou peças estáticas, mas sim em permitir a vivência do ambiente ferroviário real e operacional.


Para que este projeto seja um caso de sucesso à escala nacional e europeia, seria fundamental:


* Integrar o complexo de Sernada do Vouga desde a primeira hora, adaptando e capacitando para visita pública áreas históricas hoje reservadas, como as cocheiras que guardam material histórico ou a antiga serração, articulando a atividade oficinal diária com a vertente museológica;


* Conectar Macinhata e Sernada num eixo vivo, onde o material histórico é mantido, restaurado e colocado a circular com passageiros na linha.


Sem incluir a alma e a componente operacional de Sernada logo no arranque, corre-se o risco de criar apenas mais um espaço de exibição passiva. O património da Linha do Vouga pode e deve ser preservado em movimento!


📍 Legenda da foto: Automotora Allan CP 9301, no Museu Vasco del Ferrocarril, em 2015

📸 Autoria da foto: Bruno Soares


Anos
A idade da Linha do Vouga
98 Quilómetros
Via férrea ativa entre Espinho e Aveiro
610000 Passageiros
Média anual na Linha do Vouga

Galeria

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