O programa traz à luz acontecimentos de extrema gravidade e expõe a urgência com que a tutela tem de olhar para a nossa linha:
domingo, 4 de outubro de 2026
O programa traz à luz acontecimentos de extrema gravidade e expõe a urgência com que a tutela tem de olhar para a nossa linha:
sábado, 3 de outubro de 2026
No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.
2018 — Mais um Revés: A Agulha Removida e o Fim das Manobras em Espinho-Vouga
A imagem que partilhamos regista a remoção do Aparelho de Mudança de Via (AMV) situado na entrada norte da estação de Espinho-Vouga. Com a eliminação desta agulha — motivada por intervenções no antigo canal ferroviário da Alameda 8 —, tornou-se impossível realizar a inversão e manobra de locomotivas (a vapor ou a diesel) na estação. Na prática, inviabilizou-se qualquer perspetiva de Espinho vir a receber o Comboio Histórico ou qualquer tipo de composições tracionadas por locomotiva no futuro.
Esta intervenção limitou gravemente a funcionalidade do topo norte da linha e constituiu mais um episódio de desvalorização do património. Um momento que exigiu uma forte tomada de posição e denúncia por parte do Movimento Cívico pela Linha do Vouga, sublinhando a urgência — que ainda hoje se mantém — de repor a interface direta com a Linha do Norte para devolver a verdadeira conetividade à rede.
A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2019!
📍 Espinho-Vouga, 2018
📸 Autoria da foto: Bruno Soares
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.
2017: A Concretização de um Sonho - O Arranque do Comboio Histórico do Vouga
A imagem que hoje partilhamos foi captada na estação de Eirol durante uma dessas primeiras e marcantes viagens, onde o Movimento Cívico pela Linha do Vouga fez questão de estar representado a bordo. A composição era encabeçada pela locomotiva a diesel Alsthom CP 9004 — a grande protagonista desta fase inicial, numa altura em que a locomotiva a vapor ainda não tinha feito o seu regresso ao ativo na Linha do Vouga.
Ver este comboio a circular entre Aveiro e Macinhata do Vouga representou não só um enorme sucesso para a região, mas também a validação direta da visão e das propostas que o MCLV vinha a defender. O Comboio Histórico provou, de forma indiscutível, a força e o potencial turístico da via estreita quando há vontade de a valorizar.
A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2018!
📍 Eirol, 2017
📸 Autoria da foto: Bruno Soares
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Segundo confirmado publicamente na peça informativa, embora admitindo que ainda não esteja definida qual a solução a avançar, foi na última sessão ordinária da Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira que este responsável informou que os estudos em curso para o corredor da Linha do Vouga (entre Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e Espinho) estão exclusivamente a equacionar duas alternativas: a conversão para Bitola Ibérica ou a implementação de um sistema BRT (Bus Rapid Transit), também conhecido por Metrobus.
Por conseguinte, ao remeter para o esquecimento a solução de modernização mantendo a bitola atual (Métrica), a AMP e as entidades envolvidas poderão estar a incorrer num gravíssimo erro de planeamento técnico e financeiro. Perante este cenário, o MCLV denuncia e exige esclarecimentos sobre quatro contradições insustentáveis:
1. A exclusão deliberada da solução ideal (Bitola Métrica):
É inaceitável que qualquer estudo de mobilidade pago com dinheiros públicos ignore a alternativa que é, no nosso entender, a mais racional e eficiente. Queremos acreditar no contrário, mas desta forma o debate poderá estar a ser viciado para empurrar as populações para um falso dilema entre a solução má (reconversão para Bitola Ibérica), cujo projeto será inevitavelmente de custos astronómicos, com obras pesadas e destrutivas nas malhas urbanas, e cujos raios de curva na Linha do Vouga são manifestamente incompatíveis com o comboio convencional de via larga, e a solução pior (BRT / Metrobus), que significa o desmantelamento da infraestrutura ferroviária. Destruir os carris para alcatroar o canal ferroviário e colocar autocarros a circular, reduzindo a capacidade de transporte, o conforto e a durabilidade do sistema é aquilo que vulgarmente configura "andar de cavalo para burro".
A modernização da Bitola Métrica existente (1000 mm) — com a eletrificação e adoção, por exemplo, de composições elétricas ligeiras sobre carris (tipo tram-train), à semelhança dos modelos de sucesso em toda a Europa — foi simplesmente varrida para debaixo do tapete, ignorando-se assim o próprio Plano Ferroviário Nacional.
2. Falsa narrativa da "reativação" de uma linha que está ATIVA:
É chocante ver responsáveis políticos utilizarem o termo "reativação" quando se referem à Linha do Vouga. A Linha do Vouga não precisa de ser reativada porque nunca esteve fechada (pelo menos entre Espinho e Aveiro); continua em pleno funcionamento e a servir diariamente centenas de passageiros. Falar em "reativar" é uma tentativa grosseira de desvalorizar o serviço ferroviário existente para preparar a opinião pública para o seu desmantelamento ou substituição por autocarros.
3. A devassa do investimento público:
Onde fica a coerência das obras em curso? Neste momento, podemos estar a assistir a uma irracionalidade de gestão sem precedentes. A Infraestruturas de Portugal (IP) e o Estado estão neste exato momento a executar trabalhos de Renovação Integral de Via (RIV) e a investir milhões de euros na infraestrutura atual em bitola métrica. Como é possível que, em paralelo, a AMP possa estar a gastar recursos para estudar a destruição desse mesmo canal para passar autocarros (BRT) ou mudar a bitola? É um desrespeito absoluto pelos dinheiros públicos e pelos contribuintes.
4. A grande mentira do transbordo em Espinho:
Durante os últimos anos, os defensores da reconversão para bitola ibérica atacaram a manutenção da bitola métrica com o argumento de que era imperativo eliminar o transbordo em Espinho para permitir viagens diretas ao Porto. Contudo, perante a hipótese de um BRT, esses mesmos decisores parecem vir agora defender, sem qualquer pudor, um sistema que obriga exatamente ao mesmo transbordo em Espinho para a Linha do Norte.
Isto desmascara a hipocrisia da narrativa: a rejeição do transbordo era apenas um pretexto político. Se o transbordo em Espinho afinal já serve para um autocarro sobre pneus, porque é que não serve para um comboio elétrico moderno, rápido, silencioso e de elevada capacidade sobre os carris em bitola métrica?
Conclusão: Servir a região ou ceder a interesses obscuros?
A insistência em ignorar a bitola métrica — a única opção financeiramente viável, ambientalmente responsável a longo prazo e de execução rápida — demonstra que este estudo não nasce da necessidade dos cidadãos das Terras de Santa Maria, mas sim de uma presumível tentativa de acomodar interesses obscuros que procuram o desmantelamento ferroviário e o favorecimento de outras soluções, nomeadamente rodoviárias, a todo o custo.
Enquanto os decisores políticos apresentam soluções tacanhas, caras e ineficientes, este movimento cívico reitera o seu compromisso inabalável com a verdadeira modernização do nosso território.
Pela Bitola Métrica, uma Ambição Larga!
Notícia do jornal Região de Terras de Santa Maria, aqui.
terça-feira, 29 de setembro de 2026
2016: A Luz ao Fundo do Túnel - O Resgate do Material Histórico
Depois de um 2015 marcado pelo isolamento do Museu de Macinhata do Vouga e pelas reticências da autarquia local em avançar com a nossa proposta para um museu vivo, o ano de 2016 trouxe a reviravolta que tanto ansiávamos para a preservação da via estreita.
domingo, 27 de setembro de 2026
No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.
2015: O Isolamento do Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga
Esta fotografia mostra precisamente esse cenário: a linha principal renovada e, ao lado, o corte da agulha de acesso às linhas do museu. Um duro golpe que isolou da rede ferroviária nacional um dos mais importantes núcleos museológicos de via estreita do país, inviabilizando a circulação livre de composições históricas.
O isolamento de Macinhata do Vouga demonstrou que as obras na via pecaram por falta de uma visão integrada para o património. Hoje, numa altura em que o museu se encontra finalmente a ser alvo de obras de renovação e ampliação, é imperativo que esta intervenção sirva também para repor a ligação à linha principal e corrigir este erro do passado.
A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2016!
📍 Macinhata do Vouga, 2015
📸 Autoria da foto: Ricardo Grilo






