sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

COMUNICADO: MCLV repudia supressões na Linha do Vouga por falta de meios básicos e inércia técnica

O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) vem, por este meio, manifestar o seu mais profundo repúdio perante as supressões de comboios ocorridas hoje, 13 de fevereiro de 2026. 

Este comunicado surge na sequência da notícia hoje avançada pelo jornal Público, que denuncia a paragem de composições devido à falta de equipamentos PDA (Personal Digital Assistant) para as equipas de bordo.


É inadmissível que a mobilidade de milhares de cidadãos entre Aveiro e Espinho possa ser sequestrada por uma falha logística tão elementar e evitável. Este episódio, confirmado pela comunicação social, é o reflexo de um problema estrutural que o MCLV urge denunciar:


• Negligência Operacional da CP: Ainda que acautelando serviço rodoviário de substituição, é injustificável que uma operadora nacional suprima serviços ferroviários por incapacidade de fornecer material de apoio básico aos seus trabalhadores. Tratar os passageiros desta linha como utentes de segunda categoria, cancelando comboios por falhas administrativas, é um desrespeito gritante por quem trabalha e estuda.


• Falta de know-how e Inércia da IP: A paragem do serviço por falta de dispositivos móveis revela a fragilidade de uma infraestrutura que a Infraestruturas de Portugal (IP) mantém tecnologicamente obsoleta. A falta de investimento e de competência técnica para modernizar os sistemas de apoio à exploração deixa a operação ferroviária refém de meios manuais e precários.


Não aceitaremos que o "Vouguinha" continue a ser vítima de um desinvestimento crónico e de uma gestão de braços cruzados. O direito ao transporte público é fundamental e não pode estar dependente de falhas de planeamento que revelam um profundo desprezo pela nossa região.


Face ao exposto, o MCLV exige:


1) Um esclarecimento público imediato por parte das administrações da CP e da IP, bem como do Ministério das Infraestruturas, sobre as falhas reportadas pelo jornal Público;


2) A criação urgente de um plano de ação com o objetivo de terminar com a supressão de circulações e a garantia de meios de substituição sempre que a logística interna falhe;


3) Um plano de modernização tecnológica sério, que dote a linha de sistemas de comunicação e sinalização que não fiquem paralisados por falta de equipamentos portáteis.


A nossa paciência esgotou-se. Manteremos a nossa vigilância ativa e não abdicaremos de exigir o respeito e o serviço de qualidade a que as populações do distrito de Aveiro têm direito.


Movimento Cívico pela Linha do Vouga, 13 de fevereiro de 2026


Notícia do jornal Público: https://www.publico.pt/2026/02/13/local/noticia/comboios-suprimidos-linha-vouga-falta-pda-2164758


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