Movimento Cívico pela Linha do Vouga

"Estamos na luta pela Linha do Vouga. Todos nós sonhamos com algo e todos nós ambicionamos algo. Aquilo com que sonhamos e com que ambicionamos é que a via estreita tenha um futuro e não um fim. Queremos que preservem a última linha de via estreita do país, que a renovem, que lhe "limpem a cara". Não queremos que a eliminem pois faz parte da nossa história. Queremos que os nossos filhos, netos e bisnetos, possam, no futuro, desfrutar das mesmas aventuras que todos nós (ainda) podemos desfrutar. A história da Linha do Vouga é algo que tem de ser preservado, pois um país que não preserve a sua história, não é um país. A via tem um potencial turístico enorme, assim como uma afluência de passageiros que consideramos sustentável caso a oferta de comboios seja melhorada. Em Espanha, encontram-se alguns exemplos de como a via estreita pode ser rentável no século XXI, basta para isso algum dinamismo e vontade política para que isso aconteça de igual modo em Portugal."

A Linha do Vouga Propostas e Reivindicações

Utilidades

Horários

Consulte aqui os horários da Linha do Vouga.

Ver mais

Cronologia

Principais marcos históricos da nossa via férrea.

Ver mais

Faqs

Perguntas frequentes (faqs) ao nosso movimento.

Ver mais

Vá de Vouga

Vá de Vouga. Embarque na nossa sugestão.

Ver mais

Publicações

Mostrar mensagens com a etiqueta Linha do Vouga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Linha do Vouga. Mostrar todas as mensagens

sábado, 28 de março de 2026

Pelo Futuro da Linha do Vouga: O Museu de Macinhata merece este novo fôlego!


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga saúda, com grande entusiasmo, o início das obras de ampliação e requalificação do Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga. Queremos expressar os nossos parabéns ao Município de Águeda e ao seu Presidente, Jorge Almeida, pela visão e pelo investimento de 1,26 milhões de euros nesta infraestrutura vital. Este é um passo gigante para a salvaguarda do património ferroviário de via estreita, com reconhecimento nacional e internacional.


No entanto, este momento de celebração deve servir também para a reflexão e para a correção de erros históricos. É imperativo que, no âmbito desta requalificação, seja corrigido o erro grosseiro cometido há 11 anos: o isolamento físico do museu em relação à rede ferroviária ativa. Um museu ferroviário não pode ser uma "ilha"; ele deve estar ligado aos carris, permitindo que o material circulante entre e saia, e que comboios históricos possam voltar a ligar o passado ao presente de forma dinâmica.



Apelamos, por isso, a que este investimento seja o catalisador para uma nova atitude em todo a Vale do Vouga:


• Conectividade: Que se reestabeleça a ligação direta entre as linhas do museu e a Linha do Vouga.


• União Regional: Que os restantes municípios servidos pela "Vouguinha" sigam o exemplo de Águeda e saibam aproveitar o enorme potencial turístico e museológico desta linha.


• Estratégia Comum: O Vouga não é apenas transporte; é cultura, paisagem e identidade. Precisamos de uma promoção conjunta que transforme toda a linha num museu vivo e num motor de desenvolvimento regional.


A obra arrancou em Macinhata, mas o caminho para a revitalização total da Linha do Vouga ainda agora começou!


🔍 Notícia completa: https://www.cm-agueda.pt/viver/comunicacao/noticias-agueda/noticia/obras-de-ampliacao-do-museu-ferroviario-de-macinhata-do-vouga-ja-arrancaram


📸 Fotos: Município de Águeda 


sexta-feira, 27 de março de 2026

Ausência de Respostas do Ministério perante os Desafios da Linha do Vouga


É de conhecimento público a nossa oposição à alteração da bitola na Linha do Vouga. Esta posição não se baseia numa mera preferência técnica, mas sim na constatação de que tal mudança exigiria a renovação de 70 a 90% do traçado atual — o que, na prática, significaria a construção de uma linha integralmente nova. Defendemos que esta é uma despesa desnecessária, quando o foco deveria ser a requalificação e modernização profunda da infraestrutura existente.


O Ministro Castro Almeida, com a pasta da Economia e Coesão Territorial, tem defendido, em diversos artigos de opinião, que a adoção da bitola ibérica, para uma ligação direta ao Porto, permitiria reduzir o tempo de percurso entre São João da Madeira e Espinho para 28 minutos. Contudo, as nossas projeções levantam sérias dúvidas sobre a exequibilidade deste tempo de viagem, a menos que se proceda à eliminação de apeadeiros essenciais às populações.



É, por isso, deplorável constatar que o mesmo Ministro que tanto insistiu nesta tese na imprensa regional, tenha optado pelo silêncio quando confrontado pelo deputado José Carlos Barbosa sobre os problemas reais e urgentes da Linha. Este silêncio é revelador: continua-se a alimentar a "ilusão da bitola" enquanto se negligenciam os problemas quotidianos dos utentes. Reiteramos a necessidade urgente de reforço de material circulante para a Linha do Vouga. Não aceitaremos menos do que a igualdade de tratamento face ao resto do país.


Pelo Futuro da Linha do Vouga!


terça-feira, 24 de março de 2026

O 'Vouguinha' não pode continuar a ser o parente pobre da ferrovia nacional!


A notícia hoje avançada pelo jornal PÚBLICO  confirma o que os passageiros sentem na pele: a Linha do Vouga está a ser deixada ao abandono por pura inércia política e operacional. 97 comboios suprimidos em apenas dois meses não são apenas estatística; são vidas afetadas, empregos em risco e uma região litoral vibrante que é tratada como se fosse um deserto.


👉 O que nos indigna:


• Gestão de Conveniência: A CP admite preferir suprimir comboios no Vouga para não afetar as linhas do Grande Porto. Somos passageiros de segunda?


• Obsolescência Programada: É inaceitável que a circulação dependa de dispositivos (PDA) descontinuados e de um sistema operativo "pré-histórico".


• O "Desperdício" de 6,2 Milhões: Gastaram-se milhões no troço central para agora circularem apenas "comboios fantasma" vazios, enquanto os passageiros continuam a ser transportados em táxis desde 2013.


• Falta de Visão: O Plano Estratégico da CP até 2032 ignora totalmente esta linha. Se não há material circulante novo nem estações dignas, como querem atrair passageiros?


O nosso levantamento exaustivo às 10 paragens entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga já provou que a infraestrutura é precária. Não aceitamos a desculpa do Secretário de Estado Hugo Espírito Santo de que as obras serviram apenas para os comboios "não caírem". Exigimos uma linha que sirva para circular com dignidade!


👉 Exigimos:


1) Instalação imediata dos AMV (agulhas) comprados em 2024;


2) Substituição integral do sistema de sinalização;


3) Um plano sério de renovação da frota de automotoras.


A Linha do Vouga tem futuro, basta que não a deixem morrer por falta de vontade!


🔍 Notícia do jornal Público: https://www.publico.pt/2026/03/23/local/noticia/avarias-falta-revisores-pda-dois-meses-cp-suprimiu-97-comboios-linha-vouga-2168570


terça-feira, 17 de março de 2026

Histórico do Vouga em destaque na série 'Passagem de Nível'


O Comboio Histórico do Vouga voltou a ser protagonista no pequeno ecrã! No episódio 7 da série documental "Passagem de Nível", produzida em 2024 e estreada recentemente na RTP, somos convidados a embarcar numa viagem memorável pela nossa via estreita.


Com realização de Sílvia Camarinha e produção da Farol de Ideias, este episódio intitulado "Comboio: Uma Viagem de Memórias" faz um retrato sensível e tecnicamente irrepreensível da potencialidade turística da Linha do Vouga. As imagens captadas mostram não apenas a beleza das paisagens que o histórico "Vouguinha" atravessa entre Aveiro e Macinhata do Vouga, mas também o valor inestimável do património ferroviário que o Movimento Cívico pela Linha do Vouga defende diariamente.



Este trabalho documental é um reforço importante para a nossa causa, demonstrando como o turismo ferroviário pode ser um motor de dinamização regional e por que razão a modernização e preservação de toda a linha são urgentes.


Convidamos todos os entusiastas e defensores da ferrovia a assistir e a partilhar este excelente conteúdo de serviço público.




sábado, 14 de março de 2026

Renovação de Via: Investimento de 7 Milhões de Euros avança no terreno entre Espinho e a Feira

O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) informa que os trabalhos preparatórios para a Renovação Integral de Via (RIV) no troço entre Espinho e Santa Maria da Feira entraram finalmente numa fase visível de execução.

Esta intervenção estratégica, a cargo da Fergrupo, representa um investimento global que ronda os 7 milhões de euros. Após um primeiro concurso sem propostas, o reforço orçamental por parte da Infraestruturas de Portugal (IP) permitiu viabilizar esta empreitada, que tem um prazo de execução de 365 dias.

Estaleiros e Equipamento no Terreno

Nas nossas mais recentes visitas de acompanhamento, realizadas entre o final da semana passada e o início da atual, o MCLV confirmou a mobilização logística da empresa subcontratada Fernandes e Remelhe, Lda em pontos-chave:

 • Estação de São João de Ver: Instalação daquele que julgamos tratar-se do estaleiro principal, onde já se encontra maquinaria pesada e aglomerados de carril novo, pronto para substituir a superestrutura atual.

 • Estação de Paços de Brandão: Presença daquele que será um estaleiro de apoio onde identificámos a dresine de transporte de materiais, equipamento fundamental para a movimentação das barras de carril ao longo do troço.

Benefícios para os Passageiros e Realidade Técnica

Esta obra de renovação é vital para a continuidade do "Vouguinha", focando-se na substituição integral de carris, travessas, fixações e balastro. Para o MCLV, a concretização deste investimento é também uma prova clara de que o lobby da bitola ibérica fica cada vez mais desprovido de sentido: o caminho para o Vouga passa pela valorização e modernização da sua identidade de via estreita, e não pela sua descaracterização.

O objetivo é claro: eliminar restrições de velocidade, aumentar o conforto e garantir que a infraestrutura recupera os índices de fiabilidade necessários para uma exploração segura entre o Vouga e a Linha do Norte, em Espinho.

Vigilância Ativa do MCLV

O Movimento Cívico irá tentar acompanhar o decorrer dos trabalhos ao longo dos próximos 12 meses, os quais deverão decorrer em período noturno, embora ainda não tenhamos a confirmação oficial. Estaremos atentos ao cumprimento do cronograma e à evolução da obra, para garantir que as populações entre Espinho e Santa Maria da Feira possam usufruir de uma via renovada e com melhores condições de circulação.

Acompanhe o nosso site ou as nossas redes para ver as fotos exclusivas dos trabalhos em curso!


Galeria de imagens



Autoria da fotos: Vitor Gomes 


sexta-feira, 13 de março de 2026

Novos comboios assinados em Aveiro: Uma afronta a quem utiliza o 'Vouguinha'

Foto: CP - Comboios de Portugal

O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) manifesta a sua profunda desilusão e incompreensão perante a escolha da Estação de Aveiro como local onde, na passada terça-feira, decorrera a assinatura do aditamento ao contrato de compra de novas unidades automotoras para a CP.

Para o MCLV, a escolha daquela estação para este ato oficial configurou uma verdadeira afronta, uma vez que a referida compra não inclui um único comboio novo para a Linha do Vouga. Não há a menor dúvida de que o país precisa de mais e de novos comboios, mas achamos desapropriado que o Ministério das Infraestruturas tenha utilizado o principal ponto de ligação da Linha do Vouga à Linha do Norte, como é aquela estação, para servir de "palco" para a celebração do futuro da ferrovia nacional, enquanto ignora deliberadamente a necessidade de renovação da frota de via estreita, que ali definha diariamente perante o olhar de todos. Para o MCLV, este evento em Aveiro deixa um sabor amargo pelos seguintes motivos:


 • Degradação do Serviço: Enquanto se anunciam investimentos para a frota de bitola ibérica, os passageiros do Vouga continuam reféns das automotoras da série 9630 — um material circulante que, apesar do esforço das equipas de manutenção, está no limite da sua vida útil e tem registado vulnerabilidades críticas e avarias constantes. Isto é a principal causa de supressões, deixando os passageiros recorrentemente "a pé" ou dependentes de autocarros de substituição;


 • Falta de Visão Estratégica: Não se pode falar em "modernização", "coesão territorial" e "reforço do transporte público" quando se ignora a necessidade urgente de material circulante novo (ou de uma remotorização profunda e moderna) para a única via estreita em operação no país;


 • Incongruência Geográfica: Realizar esta cerimónia no principal nó de ligação entre as duas bitolas no centro do país, sem anunciar um plano para a aquisição de novo material circulante para o Vouga, demonstra um total desprezo pela continuidade deste sistema ferroviário, ignorando o sofrimento diário de quem utiliza um serviço cada vez mais ultrapassado;


 • Material em fim de vida: As automotoras da série 9630 estão no limite da sua capacidade operacional. Longe de serem fiáveis, tal como referido anteriormente, estas unidades registam avarias constantes e sucessivas, que são a principal causa de supressões diárias e de um serviço degradado;


 • Desigualdade de Tratamento: Milhares de cidadãos de Aveiro, Águeda, Albergaria-a-Velha, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Santa Maria da Feira e Espinho são tratados como passageiros de segunda, enquanto a tutela assiste passivamente à degradação do material de via estreita no exato local onde este deveria ter sido valorizado.


O nosso apelo

O MCLV recorda que as renovações de via (atualmente decorre a RIV entre Espinho e a Feira) não terão o impacto desejado se não forem acompanhadas pela vinda de comboios novos. Investir na infraestrutura para depois nela circularem unidades mecanicamente esgotadas e propensas a falhas é uma falha de gestão e um desrespeito pelos utentes.


Este Movimento Cívico não aceita, por isso, que o interface de Aveiro tenha servido apenas de "cenário" para anúncios que excluem o Vouga. Continuaremos a exigir que o próximo ciclo de investimento em material circulante ponha fim a esta afronta. O Vouga não é apenas paisagem, é uma linha viva. Exigimos comboios novos já!


segunda-feira, 9 de março de 2026

Sobre Carris: O 'estranho' caso dos PDA's na Linha do Vouga

No mais recente episódio do podcast Sobre Carris (publicado em fevereiro de 2026), Carlos Cipriano, Diogo Ferreira Nunes e Ruben Martins discutiram o problema insólito que tem causado a supressão de comboios na Linha do Vouga: a falta de PDA's (Personal Digital Assistants).

Deixamos aqui um resumo dos pontos principais abordados sobre este tema:


1. O que são e para que servem estes PDA's?


Diferente do que acontece noutras linhas, na Linha do Vouga os PDA's não são usados apenas para a venda ou validação de bilhetes. Eles são dispositivos de segurança críticos.


 • Comunicação: O sistema de sinalização da linha (o SISE - Sistema Integrado de Sinalização e Exploração) exige que o revisor comunique com o Centro de Comando Operacional (CCO) de Contumil através deste aparelho.

 • Autorização de Partida: O revisor utiliza o PDA para assinalar a posição do comboio numa estação e pedir "cantão" (autorização) para seguir até à próxima. Sem este dispositivo, o comboio não terá autorização de segurança para circular.


2. A gravidade do problema


 • Equipamento Obsoleto: Os aparelhos utilizados são antigos e já não existem no mercado para compra. Além disso, o software é "vetusto" e a empresa que o desenvolveu já não opera no mercado, o que impossibilita atualizações ou grandes reparações.

 • Escassez Crítica: A CP ficou com um stock tão reduzido (devido a avarias e até ao desaparecimento de uma unidade) que deixou de ter equipamentos suficientes para todas as circulações previstas.

• Supressões de Comboios: Nos últimos tempos, comboios entre Aveiro e Sernada do Vouga foram suprimidos não por avaria da automotora ou falta de pessoal, mas simplesmente porque não havia um PDA disponível para entregar ao revisor antes do início do serviço.


3. A Crítica do Podcast


Os comentadores do Sobre Carris destacaram o absurdo da situação:

 • Falta de Investimento: Apontam para o desleixo histórico na Linha do Vouga (a única de via estreita em funcionamento em Portugal), onde problemas aparentemente pequenos, mas estruturais, como este, acabam por paralisar o serviço.

 • Soluções de Substituição: Quando um comboio é suprimido por este motivo, a CP tem recorrido a autocarros de substituição, o que degrada a qualidade do serviço e afasta os passageiros.

 • Inércia da IP e CP: O podcast critica o facto de a Infraestruturas de Portugal (IP) e a CP não terem conseguido encontrar uma solução tecnológica moderna ou uma adaptação para este sistema, deixando a linha à mercê de dispositivos eletrónicos que estão a chegar ao fim da sua vida útil.


Em suma, o episódio utiliza o caso dos PDA's como uma metáfora para a fragilidade da Linha do Vouga, onde a operação pode colapsar devido à falta de um simples dispositivo portátil que já nem se fabrica.


🎧 Oiça o episódio completo aqui:



quarta-feira, 4 de março de 2026

Carta Aberta: Solidariedade e Apelo pela Acessibilidade na Linha do Vouga


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) vem por este meio manifestar a sua profunda solidariedade para com o munícipe de Pinheiro da Bemposta que, após a alegada supressão da travessia pedonal no final da Rua Monsenhor Albino Soares de Pinho, se viu confrontado com uma situação de injustiça e enorme dificuldade no seu quotidiano.


Como recentemente relatado pela comunicação social, Tiago João Sousa, um jovem de 35 anos com paralisia cerebral, que se desloca em cadeira de rodas, é agora forçado a percorrer um desvio adicional de 1 km por caminhos de terra batida, buracos e lama para conseguir chegar ao seu local de trabalho numa IPSS local.


Tiago João Sousa junto à antiga passagem de nível, no Pinheiro da Bemposta. Foto: Diário de Aveiro

A Nossa Posição: 


O MCLV acredita que a Linha do Vouga deve ser um motor de desenvolvimento e união das populações, e nunca um fator de exclusão. A segurança ferroviária é fundamental, mas não deve ser garantida à custa da diminuição da dignidade humana e da autonomia dos cidadãos mais vulneráveis.


Retirar uma passagem sem assegurar uma alternativa pavimentada e acessível é uma falha que atenta contra o direito básico à mobilidade (DL n.º 163/2006).


• O Nosso Apelo às Entidades:


Solidarizar-se exige ação. Por isso, apelamos à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e à Infraestruturas de Portugal (IP) para que colaborem na resolução urgente deste caso:


1. Reposição de uma solução de atravessamento segura e acessível, que devolva ao cidadão o seu trajeto direto e digno;


2. Pavimentação imediata da via de recurso, enquanto uma solução definitiva não for implementada, eliminando as barreiras de terra batida e irregularidades.


A passagem de nível em questão já se encontra suprimida, pelo menos, desde 2010. Foto: Diário de Aveiro.

Estamos cientes de que a lei não permite a reposição do referido atravessamento à superfície, mas também não podemos aceitar que a requalificação da Linha do Vouga resulte em qualquer tipo de barreira física na vida de quem trabalha e contribui para a nossa comunidade. Estamos ao lado deste munícipe e de todos os que lutam por uma mobilidade inclusiva na nossa região.


MCLV, 4 de março de 2026


Fotos: Diário de Aveiro


Notícia Diário de Aveiro: https://www.diarioaveiro.pt/2026/03/03/obrigado-a-ir-de-cadeira-de-rodas-por-terra-batida-para-chegar-ao-trabalho/


Vídeo: https://www.facebook.com/share/v/1V2i8MSrPq/


segunda-feira, 2 de março de 2026

Património em Trânsito: A Operação de Salvaguarda da CP 9004


No passado dia 28 de fevereiro, sob um cenário meteorológico de excelência, a locomotiva CP 2607 assegurou as marchas especiais 31300 (Contumil–Aveiro) e 31301 (Aveiro–Contumil). Esta operação teve como objetivo principal o transporte da locomotiva CP 9004 para as oficinas, que, tendo atingido o seu limite de quilometragem, segue agora para os trabalhos de revisão técnica necessários à continuidade da sua operação.


A composição revestiu-se de um simbolismo particular ao integrar também uma carruagem histórica de via estreita da Linha do Vouga. Esta circulação representa mais do que uma mera necessidade logística; é um testemunho vivo do esforço contínuo pela preservação e valorização do material histórico que constitui a alma do nosso património ferroviário.


Reconhecendo a importância destes passos na manutenção da nossa memória ferroviária, o movimento cívico continua também a acompanhar com atenção e expetativa a evolução do processo de recuperação da locomotiva a vapor CP E214, aguardando brevemente novidades sobre o regresso deste emblemático ativo aos carris.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Mesa Redonda debateu Linha do Vouga em São João de Ver

O MCLV marcou presença na Mesa Redonda organizada pela JS da Feira, realizada no passado sábado, na Junta de Freguesia de São João de Ver. 

O local não podia ser mais emblemático: a poucos metros dos carris que simbolizam tanto o nosso passado como o futuro que exigimos.


Apresentado por Guilherme Pinto e aberto pela presidente da JS da Feira, Telma Vieira Barbosa, que assumiu a mobilidade como prioridade, o debate reforçou o que o nosso movimento defende desde o primeiro dia: independência cívica e rigor técnico.


Unir a Região, Manter a Identidade

A sessão contou com a visão histórica de João Costa (deputado municipal em Oliveira de Azeméis), que recordou a importância vital desta linha para o território, defendendo a sua modernização na atual bitola. 


O nosso representante Mário Pereira foi um dos oradores convidados desta Mesa Redonda

Pelo MCLV, o nosso representante Mário Pereira clarificou o nosso ADN: as origens do movimento, os nossos meios de luta e o objetivo inabalável — a requalificação total de Espinho a Aveiro em bitola métrica.


A Bitola Métrica: A Única Opção Viável

Um dos pontos altos foi a intervenção de Frederico Francisco, especialista em ferrovia e deputado à Assembleia da República. Com clareza técnica, Frederico Francisco corroborou a tese que o MCLV sempre defendeu: a manutenção da bitola estreita (1000mm) não é um "mero remendo", mas sim a única e melhor opção estratégica. É a solução que permite:


• Uma obra mais rápida e menos invasiva;

• Custos de implementação sustentáveis;

• A preservação da interoperabilidade de toda a linha do Vouga.


Uma Voz que Atravessa Políticos e Cidadãos 

O debate ganhou ainda mais corpo com as intervenções de Hugo Oliveira (Presidente da Distrital do PS), da deputada Susana Correia e de Márcio Correia (Vereador na CM da Feira e Presidente da Concelhia do PS), além de Paulo Tomaz e João Sarmento.



A nossa conclusão é clara: O consenso técnico está alcançado. A vontade desta área política parece existir. Agora, o MCLV continuará vigilante para que as palavras proferidas em São João de Ver se transformem em carris e comboios novos, horários dignos e uma linha moderna ao serviço das populações.


A luta continua. Pela Bitola Estreita, uma Ambição Larga!


Fotos gentilmente cedidas pela JS Concelhia Santa Maria da Feira


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

O Futuro da Linha do Vouga em Debate: Realismo e Propostas Concretas em São João de Ver


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) aceitou o convite da Concelhia da JS de Santa Maria da Feira para integrar a "Mesa Redonda" sobre o destino da nossa linha ferroviária. O evento terá lugar no próximo dia 21 de fevereiro, às 17 horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de São João de Ver.

O nosso representante, Mário Pereira, será um dos oradores convidados, partilhando o painel com Frederico Francisco e João Costa.

Compromisso com a Verdade

Para o MCLV, este debate não será um exercício de retórica. A nossa participação pautar-se-á por três eixos fundamentais:

• Realismo: Analisar a situação atual da linha sem filtros.

• Propostas Concretas: Apresentar soluções técnicas, sociais e financeiramente exequíveis para a modernização do serviço.

• Sem Falsas Promessas: Defender o "Vouguinha" com base na viabilidade e no respeito pelos utentes, longe de ilusões eleitoralistas.

Acreditamos que Santa Maria da Feira e toda a região de Aveiro merecem uma ferrovia do século XXI. É em locais como São João de Ver, que vivem a realidade da linha diariamente, que as decisões devem ser escrutinadas.

📍 Agende e Compareça:

📅 Data: 21 de Fevereiro (Sábado)
🕔 Hora: 17h00
📍 Local: Salão Nobre da Junta de Freguesia de São João de Ver (Santa Maria da Feira)

A tua presença é a nossa força. Vamos mostrar que a Linha do Vouga tem voz!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

COMUNICADO: MCLV repudia supressões na Linha do Vouga por falta de meios básicos e inércia técnica

O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) vem, por este meio, manifestar o seu mais profundo repúdio perante as supressões de comboios ocorridas hoje, 13 de fevereiro de 2026. 

Este comunicado surge na sequência da notícia hoje avançada pelo jornal Público, que denuncia a paragem de composições devido à falta de equipamentos PDA (Personal Digital Assistant) para as equipas de bordo.


É inadmissível que a mobilidade de milhares de cidadãos entre Aveiro e Espinho possa ser sequestrada por uma falha logística tão elementar e evitável. Este episódio, confirmado pela comunicação social, é o reflexo de um problema estrutural que o MCLV urge denunciar:


• Negligência Operacional da CP: Ainda que acautelando serviço rodoviário de substituição, é injustificável que uma operadora nacional suprima serviços ferroviários por incapacidade de fornecer material de apoio básico aos seus trabalhadores. Tratar os passageiros desta linha como utentes de segunda categoria, cancelando comboios por falhas administrativas, é um desrespeito gritante por quem trabalha e estuda.


• Falta de know-how e Inércia da IP: A paragem do serviço por falta de dispositivos móveis revela a fragilidade de uma infraestrutura que a Infraestruturas de Portugal (IP) mantém tecnologicamente obsoleta. A falta de investimento e de competência técnica para modernizar os sistemas de apoio à exploração deixa a operação ferroviária refém de meios manuais e precários.


Não aceitaremos que o "Vouguinha" continue a ser vítima de um desinvestimento crónico e de uma gestão de braços cruzados. O direito ao transporte público é fundamental e não pode estar dependente de falhas de planeamento que revelam um profundo desprezo pela nossa região.


Face ao exposto, o MCLV exige:


1) Um esclarecimento público imediato por parte das administrações da CP e da IP, bem como do Ministério das Infraestruturas, sobre as falhas reportadas pelo jornal Público;


2) A criação urgente de um plano de ação com o objetivo de terminar com a supressão de circulações e a garantia de meios de substituição sempre que a logística interna falhe;


3) Um plano de modernização tecnológica sério, que dote a linha de sistemas de comunicação e sinalização que não fiquem paralisados por falta de equipamentos portáteis.


A nossa paciência esgotou-se. Manteremos a nossa vigilância ativa e não abdicaremos de exigir o respeito e o serviço de qualidade a que as populações do distrito de Aveiro têm direito.


Movimento Cívico pela Linha do Vouga, 13 de fevereiro de 2026


Notícia do jornal Público: https://www.publico.pt/2026/02/13/local/noticia/comboios-suprimidos-linha-vouga-falta-pda-2164758


terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Vouga em Movimento: Especial de Natal 2025

Celebramos 3 anos e o nosso 15.º episódio com convidados de luxo!

Neste especial de Natal, reunimos algumas vozes que marcam a ferrovia em Portugal para uma retrospectiva de 2025 e um olhar sobre o futuro.


Além da habitual mensagem natalícia da equipa do MCLV, convidámos três figuras incontornáveis, desde a política ao ativismo ferroviário nacional, para partilharem a sua visão: o "Caçador de Locomotivas" Ricardo Grilo, o "Senhor Via Estreita" Daniel Conde e o "pai de um Plano Ferroviário para Portugal" Frederico Francisco brindam-nos com as suas sábias palavras, onde mostram as perspectivas e os desafios para o novo ano que se avizinha.


Um episódio de balanço, estratégia e, acima de tudo, de paixão pelos carris da "nossa" Linha do Vouga.



Episódio também disponível no Spotify, aqui.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

O 'Cancro dos Grafitis' na Linha do Vouga: Um Alerta para o Património

Durante o período em que Nuno Freitas esteve na presidência da CP, este era o aspeto habitual das automotoras, onde a empresa terá eliminado os grafitis em 99,5% do seu material circulante, em 2022.

A Linha do Vouga e o seu comboio, carinhosamente apelidado de "Vouguinha", é muito mais do que um simples trajeto ferroviário de via métrica no distrito de Aveiro; é um património histórico e um elo de coesão territorial. 

No entanto, ao longo dos anos, este símbolo de resistência e história tem enfrentado uma ameaça que muitos ativistas, entusiastas e até alguns meios de comunicação social têm classificado como o "cancro dos grafitis".

A Degradação Visual e Estrutural

O termo "cancro dos grafitis" é naturalmente uma metáfora dramática que ilustra a proliferação descontrolada e o impacto negativo da pintura não autorizada nos comboios, estações e demais infraestruturas ferroviárias em Portugal, com especial incidência na Linha do Vouga. Esta situação, que se agravou consideravelmente nos últimos anos, transcende a mera questão estética, atingindo aspetos cruciais:

 * Vandalismo de Material Circulante: As automotoras, já antigas e em necessidade de modernização, são frequentemente alvo de pintura ilegal de alto a baixo. Isto inclui o exterior, afetando até as janelas e vidros e, em alguns casos, o próprio interior;
 * Degradação das Estações: As estações e apeadeiros ao longo da linha também não escapam, com as paredes e edifícios a serem desfigurados, contribuindo para um cenário desolador e de abandono.

Este é o aspeto atual das automotoras UDD 9630 que fazem o serviço comercial de passageiros. Nota: para evitar a promoção do vandalismo, os grafitis da imagem foram alterados por IA.

Consequências para a Linha e para a Comunidade

O problema dos grafitis na Linha do Vouga não é apenas um incómodo visual; tem consequências graves que ameaçam a própria sobrevivência e a dignidade do serviço:

 * Afugentamento de Passageiros: O mau aspeto e a degradação visível dos comboios e estações afastam potenciais passageiros. Ninguém deseja viajar num meio de transporte que transmite uma imagem de vandalismo e desleixo, o que prejudica a luta pela manutenção e revitalização da linha;
 * Custos Acrescidos: A limpeza destas pinturas acarreta despesas avultadas para as empresas gestoras (como a CP - Comboios de Portugal e a Infraestruturas de Portugal), retirando recursos que poderiam ser aplicados na manutenção e modernização, tanto do material circulante como da via férrea, que já é uma necessidade gritante;
  * Risco para a Imagem e Futuro: Para movimentos cívicos e defensores da Linha do Vouga, o vandalismo representa um risco real de encerramento do serviço de passageiros. A degradação contínua pode ser usada como argumento para desinvestimento e, em última instância, para a desativação da linha, algo que já aconteceu parcialmente (por exemplo, com o corte entre Sernada do Vouga e Oliveira de Azeméis, substituído por táxis em 2013).

O Apelo Cívico e a Necessidade de Ação

Perante este cenário, o Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) e outras entidades têm lançado apelos veementes às autoridades e empresas responsáveis. A exigência é de "mão mais pesada" no controlo e fiscalização deste património, que é de toda a comunidade.

O desafio está em encontrar um equilíbrio entre a liberdade da expressão artística urbana e a preservação do património público. O vandalismo, que é a aplicação não autorizada de grafitis em propriedade alheia, é ilegal e destrói o que é de todos.

É urgente que as empresas e as câmaras municipais servidas pela linha colaborem no sentido de:
 
 * Reforçar a vigilância nas estações e nos locais onde o material circulante pernoita;
 * Promover a limpeza e manutenção de forma mais célere;
 * Sensibilizar a população para a importância da Linha do Vouga como um bem cultural e de transporte.

O "Vouguinha" é um testemunho de resistência, mas a sua história não pode ser manchada e comprometida pela ação destrutiva do "cancro dos grafitis". A propósito desta temática, no seu mais recente episódio, o podcast "Sobre Carris" faz manchete precisamente com o "Turismo de Grafitagem" que tem assolado o nosso país. Oiça aqui:


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Sugestão MCLV: Livro 'Caçador de Locomotivas', de Ricardo Grilo

Há dez anos, entrevistámos aquele que consideramos como um dos maiores entusiastas do caminho de ferro, e principalmente da Linha do Vouga, Ricardo Grilo. Hoje, sugerimos a leitura do seu mais recente livro: o "Caçador de Locomotivas".

Profusamente ilustrado com fotos originais, este livro, que apresenta logo na capa a locomotiva a vapor CP E97 que se encontra resguardada em Sernada do Vouga, tem um grande enfoque nas linhas de via estreita em Portugal e Espanha, com particular atenção à Linha do Vouga, por ser uma das favoritas do autor que, nos anos 1980 e 90, percorreu todas as linhas portuguesas em busca de uma época que então acabava.

O livro com 218 páginas, 260 fotografias originais a cores e 15 perfis é um álbum de histórias e imagens coloridas de um país e de uma ferrovia que na sua maioria já não existe.

Ao complexo do Vouga são dedicados três capítulos, sendo um primeiro designado “Almoço no Vouga” a descrever um episódio passado com o autor em 1970, quando descobriu as automotoras a gasolina ME50; outro a referir o Ramal de Espinho denominado “Os comboios do Mar Azul”, e por fim, um final intitulado “Requiem pelo Vouga” que descreve diversos aspetos da linha, apresentando diversas fotos, incluindo algumas realizadas na semana antes do encerramento do troço Sernada a Viseu, em 1990. 



O livro com 218 páginas, 260 fotografias originais a cores e 15 perfis é um álbum de histórias e imagens coloridas de um país e de uma ferrovia que na sua maioria já não existe. Foi escrito numa linguagem tecnicamente correta, mas acessível aos não-iniciados no tema de modo a poder ser interessante para todos os leitores e não apenas para especialistas. 


Pode ser adquirido diretamente ao autor/editor (é o mesmo) ou em locais de venda selecionados de norte a sul do país que podem ser encontrados na imagem abaixo.



Para aguçar o apetite pela leitura, partilhamos aqui novamente a entrevista que Ricardo Grilo nos concedeu em 2015 (clique sobre o texto).


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Marchas de formação de maquinistas no troço central da Linha do Vouga


Neste vídeo, mostramos algumas circulações das automotoras UDD 9630 relativas a marchas especiais de formação de maquinistas que têm decorrido no recém-renovado troço central da Linha do Vouga. 

Estas imagens foram captadas em vários locais do troço que liga Oliveira de Azeméis a Sernada do Vouga, entre os dias 19 de novembro e 1 de dezembro. Com a velocidade máxima estipulada nos 40 km/h, estas marchas continuarão a decorrer até ao dia 12 deste mês.


🎬 Créditos: Imagens captadas por Vitor Gomes e Jorge Seoane

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Ultrapassamos a marca dos 11 mil seguidores no Facebook


A nossa comunidade continua a crescer e já ultrapassamos a marca redonda dos 11 mil seguidores no Facebook. Esta é mais uma pequena conquista que nos permite reafirmar a importância do Movimento Cívico pela Linha do Vouga como uma das comunidades com maior capacidade e responsabilidade na promoção e divulgação da Linha do Vouga. 


Somando os seguidores de todas as nossas redes sociais, este número ultrapassa largamente os 12 mil, o que demonstra que as pessoas continuam interessadas por esta linha centenária e estão preocupadas com o seu futuro. A nossa luta já perdura há mais de 14 anos e os tempos que se avizinham esperam-se uma vez mais difíceis, desafiantes, mas com o sentimento de que o futuro da linha está salvaguardado e será mesmo modernizada. 


Queremos continuar a crescer e estamos convictos que este número poderá ser ainda maior, por isso apelamos a todos aqueles que nos acompanham para darem o seu pequeno contributo seguindo a nossa página. Todos seremos poucos, mas poucos podem fazer muito! O nosso muito obrigado a todos os que nos apoiam e seguem fielmente o nosso trabalho!


Quanto mais longe chegar a nossa mensagem, maior será a probabilidade de vencermos a luta por uma Linha do Vouga moderna e a servir cada vez melhor as populações. Por isso, se ainda não nos segue, convidamo-lo a fazê-lo pois esse pequeno contributo é para nós um grande incentivo. Fazemos ainda o apelo para que nos siga também nas nossas restantes redes sociais: 


https://linktr.ee/mclvouga


terça-feira, 25 de novembro de 2025

Comboio Histórico do Vouga está de regresso para mais uma edição de Natal

Créditos da imagem: Facebook da CP

Foi no dia após a Linha do Vouga ter completado os seus 117 anos que a CP resolveu "presentear" os seus clientes e demais entusiastas com o anúncio oficial de mais uma edição natalícia do Comboio Histórico do Vouga, que este ano circulará todos os sábados e domingos, de 7 de dezembro a 4 de janeiro. 

A histórica composição voltará aos carris para mais uma jornada festiva entre Aveiro e Macinhata do Vouga, com direito às habituais visitas ao Museu Ferroviário local e ao centro da cidade de Águeda.

Comparativamente com a edição anterior, registamos nova ligeira subida do preço dos bilhetes, no entanto continuemos confiantes que esta edição voltará a ser um sucesso. A venda dos bilhetes já se encontra disponível na seguinte ligação:


domingo, 23 de novembro de 2025

Linha do Vouga completa 117 anos!

Foi há 117 anos que el rei D. Manuel II inaugurou a Linha do Vouga. A 23 de novembro de 1908, o último monarca de Portugal percorria o primeiro troço desta linha, entre Espinho e Oliveira de Azeméis, naquela que é agora a última em via estreita em funcionamento no nosso país. 



Atualmente, a via férrea que liga Espinho a Aveiro pelo interior do distrito, continua a aguardar pela tão desejada requalificação, embora este ano se tenham verificado pequenos avanços a esse respeito, nomeadamente com a conclusão dos trabalhos de renovação de via do troço central, assim como com a confirmação da parte do governo de que iguais trabalhos irão avançar brevemente nos troços Feira-Espinho e Águeda-Aveiro. Ao nível de material circulante, destaque para o início dos trabalhos da reparação da caldeira da locomotiva a vapor CP E214 e para o regresso da locomotiva a diesel CP 9005 à Linha do Vouga.


Por mais 117 anos ao serviço das populações aveirenses! Muitos parabéns à Linha do Vouga e ao nosso querido Vouguinha!


sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Reativação do serviço ferroviário no troço central exige intervenção em metade das paragens

No seguimento da nossa publicação relativamente ao que a CP poderia fazer para uma imediata reativação do serviço ferroviário de passageiros no troço central da Linha do Vouga, nomeadamente a criação do comboio "MiraVouga", vimos agora apelar à gestora da infraestrutura, a Infraestruturas de Portugal, para que reúna os esforços necessários para ultrapassar o mais rápido possível os obstáculos que continuam a impedir que os comboios sirvam as populações entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga. Tal como descrevemos no nosso comunicado lançado em agosto, é do nosso entender que compete à IP fazer o seguinte:

1) Criar as condições mínimas necessárias para que seja colocado um funcionário, provisoriamente, nas passagem de nível com guarda sem automatização, nomeadamente à saída de Oliveira de Azeméis e à entrada de Albergaria-a-Velha; 

2) Colocar plataformas provisórias nas paragens que não estejam, atualmente, dotadas das condições mínimas exigidas pela operadora (a exemplo do que se fez na Linha de Leixões); 

3) Acelerar ao máximo o processo de reposição dos Aparelhos de Mudança de Via (AMV's) para que a operadora possa futuramente implementar horários mais atrativos. 

Numa análise um pouco mais minuciosa, chegamos à conclusão de que a resolução dos pontos acima referidos poderá revelar-se insuficiente, uma vez que existem estações e apeadeiros cujos padrões de segurança e acessibilidade estão muito abaixo do mínimo que o próprio bom senso exige.

Nesse sentido, e no intuíto de ajudarmos a IP a identificar os diversos problemas de forma a poder agilizar o processo para a sua resolução, apresentamos a nossa avaliação de cada uma das estações e apeadeiros do troço central:

📍 Estação de Oliveira de Azeméis


⚠️ Sala de espera: Sim (desativada)
❌ Bilheteira: Não
⚠️ Painel informativo: Sim (não eletrónico)
✔️ Sinalética: Sim
✔️ Abrigo: Sim
⚠️ WC: Sim (desativado)
✔️ Iluminação: Sim
✔️ Plataforma: Sim 
✔️ Acesso pedonal: Sim
✔️ Estacionamento: Sim
✔️ Cruzamentos (AMV's): Sim
✔️ Localizada adequada: Sim
 
Pontos: 9,5/12
Nota: Bom (79%) 

📍 Apeadeiro de Ul


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não 
❌ Sinalética: Não 
⚠️ Abrigo: Sim (deficitário)
✔️ Iluminação: Sim
✔️ Plataforma: Sim 
✔️ Acesso pedonal: Sim
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
✔️ Localização adequada: Sim

Pontos: 5/9
Nota: Razoável (56%) 

📍 Apeadeiro de Travanca/Macinhata


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não 
❌ Sinalética: Não 
❌ Abrigo: Não 
❌ Iluminação: Não 
✔️ Plataforma: Sim 
❌ Acesso pedonal: Não 
❌ Estacionamento: Não
✔️ Localização adequada: Sim

Pontos: 2/9
Nota: Mau (22%)

📍 Apeadeiro de Figueiredo


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não 
❌ Sinalética: Não 
✔️ Abrigo: Sim 
✔️ Iluminação: Sim 
✔️ Plataforma: Sim 
✔️ Acesso pedonal: Sim 
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
⚠️ Localização adequada: A analisar 

Pontos: 5/9
Nota: Razoável (56%)
 
📍 Estação do Pinheiro da Bemposta 


❌ Sala de espera: Não 
❌ Bilheteira: Não
❌ Sinalética: Não 
❌ Painel informativo: Não 
❌ Abrigo: Não 
❌ WC: Não 
⚠️ Iluminação: Sim (deficitária)
✔️ Plataforma: Sim 
⚠️ Acesso pedonal: Inadequado
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
❌ Cruzamentos (AMV's): Não 
✔️ Localizada adequada: Sim

Pontos: 3,5/12
Nota: Insuficiente (29%) 

📍 Apeadeiro da Branca


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não
❌ Sinalética: Não 
❌ Abrigo: Não 
✔️ Iluminação: Sim 
❌ Plataforma: Não 
⚠️ Acesso pedonal: Inadequado 
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
⚠️ Localização adequada: A analisar

Pontos: 2,5/9
Nota: Insuficiente (28%) 

📍 Apeadeiro de Albergaria-a-Nova


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não
❌ Sinalética: Não 
✔️ Abrigo: Sim 
✔️ Iluminação: Sim 
✔️ Plataforma: Sim 
✔️ Acesso pedonal: Sim
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
⚠️ Localização adequada: A analisar

Pontos: 5/9
Nota: Razoável (56%) 

📍 Apeadeiro de Urgueiras


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não
❌ Sinalética: Não 
❌ Abrigo: Não 
✔️ Iluminação: Sim
❌ Plataforma: Não 
❌ Acesso pedonal: Não 
❌ Estacionamento: Não 
⚠️ Localização adequada: A analisar

Pontos: 1,5/9
Nota: Mau (17%) 

📍 Estação de Albergaria-a-Velha


⚠️ Sala de espera: Sim (desativada) 
❌ Bilheteira: Não
❌ Sinalética: Não 
❌ Painel informativo: Não 
❌ Abrigo: Não 
⚠️ WC: Sim (desativado)
⚠️ Iluminação: Sim (deficitária)
✔️ Plataforma: Sim 
⚠️ Acesso pedonal: Inadequado
✔️ Estacionamento: Sim
❌ Cruzamentos (AMV's): Não 
✔️ Localizada adequada: Sim

Pontos: 5/12
Nota: Insuficiente (42%) 

📍 Estação de Sernada do Vouga


❌ Sala de espera: Não 
❌ Bilheteira: Não
❌ Sinalética: Não 
⚠️ Painel informativo: Sim (não eletrónico)
❌ Abrigo: Não 
✔️ WC: Sim
⚠️ Iluminação: Sim (deficitária)
✔️ Plataforma: Sim 
✔️ Acesso pedonal: Sim
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
✔️ Cruzamentos (AMV's): Sim
✔️ Localizada adequada: Sim

Pontos: 6,5/12
Nota: Razoável (54%) 

Legenda (intervalos e pontos de avaliação):

Bom (75-100%)
Razoável (50-74%)
Insuficiente (25-49%)
Mau (0-24%)

✔️ (1 ponto)
⚠️ (0,5 pontos)
❌ (0 pontos)

👉 Passagens de nível (com guarda e sistema manual) a intervir:

📍 Oliveira de Azeméis (PK 33,2)


📍 Albergaria-a-Velha (PK 54,2)


📍 Albergaria-a-Velha (PK 54,9)


👉 Resumo:

Total: 10 paragens (4 estações e 6 apeadeiros)

Bom: Oliveira de Azeméis 
Razoável: Ul, Figueiredo, Albergaria-a-Nova e Sernada do Vouga
Insuficiente: Pinheiro da Bemposta, Branca e Albergaria-a-Velha
Mau: Travanca/Macinhata e Urgueiras

Total positivas: 5
Total negativas: 5

👉 Considerações finais:

Para que a infraestrutura esteja efetivamente apta à reativação do serviço comercial, a IP terá de intervir o quanto antes em metade das paragens do troço central, de modo a que estas possam atingir um patamar razoável de operabilidade, sendo os casos mais urgentes os da Branca e Urgueiras, uma vez que neste momento nem de plataforma dispõem. Além disso, terá de automatizar (ou colocar um funcionário) nas três PN's com guarda identificadas (uma em Oliveira de Azeméis e duas em Albergaria-a-Velha). Em abono da verdade, convém salientar que estas intervenções não têm de ficar exclusivamente a cargo da IP, sendo por isso necessária a colaboração do poder local, nomeadamente dos municípios de Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha e Águeda.


Autoria das fotos: Bruno Soares

Anos
A idade da Linha do Vouga
98 Quilómetros
Via férrea ativa entre Espinho e Aveiro
610000 Passageiros
Média anual na Linha do Vouga

Galeria

Material circulante
Diesel
Material circulante
Vapor
Obras de arte
Estações, apeadeiros, pontes...
Outras linhas
Tua, Corgo, Tâmega...

Contacto

Fale connosco

Quer juntar-se ao movimento? Tem documentos interessantes, tais como vídeos, fotografias, postais (etc.), que gostaria de partilhar connosco? Então contacte-nos!

Endereço:

Não definido.

Disponibilidade:

Segunda a sexta entre as 17h30 e 22h30

Telefone:

Não definido.