Movimento Cívico pela Linha do Vouga

"Estamos na luta pela Linha do Vouga. Todos nós sonhamos com algo e todos nós ambicionamos algo. Aquilo com que sonhamos e com que ambicionamos é que a via estreita tenha um futuro e não um fim. Queremos que preservem a última linha de via estreita do país, que a renovem, que lhe "limpem a cara". Não queremos que a eliminem pois faz parte da nossa história. Queremos que os nossos filhos, netos e bisnetos, possam, no futuro, desfrutar das mesmas aventuras que todos nós (ainda) podemos desfrutar. A história da Linha do Vouga é algo que tem de ser preservado, pois um país que não preserve a sua história, não é um país. A via tem um potencial turístico enorme, assim como uma afluência de passageiros que consideramos sustentável caso a oferta de comboios seja melhorada. Em Espanha, encontram-se alguns exemplos de como a via estreita pode ser rentável no século XXI, basta para isso algum dinamismo e vontade política para que isso aconteça de igual modo em Portugal."

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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

15 Anos de Luta, Resistência e Cidadania: A Nossa Viagem Continua!

Hoje, 19 de outubro de 2026, o Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) cumpre 15 anos de existência.

Ao olharmos para trás, para esta caminhada que começou em 2011, é impossível não sentir um enorme orgulho em tudo o que construímos juntos. Nascemos num momento crítico da história do nosso caminho-de-ferro, quando o encerramento definitivo parecia uma ameaça iminente e o abandono se agudizava. Decidimos não cruzar os braços. Escolhemos dar voz às populações do distrito de Aveiro, defendendo intransigentemente uma infraestrutura centenária que é sinónimo de coesão, mobilidade e futuro.


Ao longo desta década e meia, celebrámos "pequenas grandes vitórias": a salvaguarda da Linha do Vouga e do seu património histórico, nomeadamente com a criação do Comboio Histórico e o regresso do vapor, a preservação do material circulante e o avanço gradual das obras de Renovação Integral de Via (RIV) nos vários troços da linha. Cada carril substituído e cada comboio mantido na linha teve o cunho da persistência e da exigência cívica de quem nunca desistiu.


Mas a nossa missão está longe de estar concluída. Sabemos bem que os desafios persistem: a urgência de recuperar a qualidade, a pontualidade e a limpeza dos serviços diários, bem como a necessidade imperiosa de alcançar uma verdadeira modernização integral de toda a Linha do Vouga mantendo a bitola atual — para que esta deixe de viver de paliativos e assuma o papel central de transporte público sustentável que a região exige e merece.


Aos nossos antigos e atuais representantes, aos nossos amigos, seguidores, entusiastas e demais utentes que nos acompanharam ao longo destes 15 anos (e em especial nesta retrospetiva diária): o nosso profundo e sincero obrigado. Sem o vosso apoio, a vossa voz e a vossa paixão pelo Vouguinha, nada disto teria sido possível.


A viagem até aqui foi longa, mas o destino continua claro. O MCLV cá estará, com a mesma independência, rigor e determinação de sempre, a respeitar o passado, defender o presente e a ajudar a construir o futuro da Linha do Vouga.


"Pela Bitola Estreita, uma Ambição Larga. Lutamos pela Linha do Vouga!


domingo, 18 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (Bónus)

Amanhã, 19 de outubro, o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos últimos dias fomos percorrendo as "paragens" desta viagem no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história — e hoje decidimos acrescentar uma "paragem" bónus. 

2026 — A Resistência em Obra: Requalificar para Não Deixar Cair


A nossa viagem no tempo chega ao presente! Chegados a 2026, o esforço e a persistência de 15 anos de cidadania ativa continuam a dar frutos visíveis no terreno, com o avanço da Renovação Integral de Via (RIV) no troço norte, entre Santa Maria da Feira e Espinho, a que se soma já o arranque também da RIV no troço entre Águeda e Aveiro.


A fotografia bónus que hoje partilhamos capta a essência da nossa luta: a via totalmente renovada nas imediações da histórica estação de São João de Ver. Numa só imagem cruzam-se a memória e a resistência — o antigo depósito de água das locomotivas a vapor e o edifício da estação emolduram os novos carris e travessas. Não estamos perante uma verdadeira modernização, mas estas intervenções de requalificação são o fôlego indispensável para manter a via estreita ativa, segura e operacional, enquanto a tão desejada modernização de fundo não chega.


Ver a obra a progredir quilómetro a quilómetro nas diferentes frentes dá-nos a certeza de que valeu a pena erguer a voz por este caminho-de-ferro. Amanhã, dia 19 de outubro, o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre oficialmente 15 anos. Chegamos a este marco com a consciência do dever cumprido e a energia renovada para os desafios que ainda se afiguram! Obrigado a todos os que nos acompanharam nesta viagem de memórias fotográficas.


Amanhã é o grande dia! Acompanhe o nosso site no dia de aniversário dos 15 anos do MCLV.


📍 São João de Ver, 2026

📸 Autoria da foto: Bruno Soares 


sábado, 17 de outubro de 2026

Obras de Reabilitação no Troço Águeda-Aveiro já Arrancaram e Estação de Sernada Tem Intervenção Adjudicada


A renovação e valorização da Linha do Vouga voltam a dar passos concretos no terreno. Duas novidades de relevo marcam o investimento na infraestrutura ferroviária da região: o início efetivo dos trabalhos no troço entre Águeda e Aveiro e a adjudicação das obras na histórica Estação de Sernada do Vouga.  

Reabilitação da Superestrutura de Via entre Águeda e Aveiro

A empreitada de "Renovação Integral de Via (RIV) entre Aveiro e Águeda", a ser executada pela Fergrupo pelo valor de 6,75 milhões de euros, iniciou atividade no dia 14 de outubro de 2026 com a distribuição de carril novo, tendo um prazo previsto de execução de 425 dias e trabalhos a decorrer maioritariamente em período noturno, entre as 22h00 e as 06h00.  

Renovação da Estação de Sernada do Vouga

Adicionalmente, a Infraestruturas de Portugal (IP) adjudicou a empreitada de reabilitação integral da superestrutura de via e beneficiação das plataformas de passageiros na Estação de Sernada do Vouga por quase 670 mil euros, com um prazo de execução de 120 dias, visando melhorar as acessibilidades, a fiabilidade e as condições de exploração deste nó ferroviário.  


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga saúda estas intervenções e continuará a acompanhar o desenrolar das obras em prol de uma ferrovia moderna e eficiente para a região.


Autoria da foto: Leandro Ferreira 


15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2025)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos últimos dias fomos percorrendo as "paragens" desta viagem no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história — até que hoje chegamos finalmente à última delas.

2025 — O Regresso da CP 9005: Reforço do Património e da História nos Carris


Em julho de 2025, a Linha do Vouga viveu mais um momento de profunda celebração patrimonial: a chegada à estação de Aveiro da locomotiva a diesel Euskalduna/Alsthom CP 9005. Transportada de Contumil após o fecho de um exemplar processo de recuperação de três anos nas oficinas da CP, a 9005 regressou aos carris do Vouga, onde prestara serviços pontuais na década de 1990.


Destinada a juntar-se à sua "irmã" CP 9004 na tração do prestigiado Comboio Histórico do Vouga, esta chegada foi a prova viva do valor inestimável do património ferroviário de via estreita quando há visão, empenho e mestria técnica por parte das equipas de manutenção da CP, a quem o MCLV deixa uma reconhecida saudação.


A nossa retrospetiva cronológica aproxima-se do fim, mas a história da nossa luta estende-se até ao presente!


A nossa viagem no tempo está quase a terminar, mas ainda não acabou! Amanhã não perca um capítulo bónus dedicado a 2026, a anteceder a grande celebração dos 15 anos do MCLV no dia 19 de outubro.


📍 Aveiro, 2025

📸 Autoria da foto: Bruno Soares


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2024)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias percorremos as últimas "paragens" desta viagem no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2024 — O Troço Central Renasce: O Arranque da Tão Ansiada Intervenção


Abril de 2024 ficará para sempre gravado na história recente da Linha do Vouga como o mês em que o que parecia impossível começou a tornar-se realidade. Parecia mentira — e o dia das mentiras já tinha passado —, mas em plena atualidade assistiu-se ao arranque dos trabalhos de renovação de via no troço central (Oliveira de Azeméis - Sernada do Vouga), há décadas abandonado e sem serviço ferroviário de passageiros há mais de dez anos.


A fotografia que hoje partilhamos regista o primeiro vislumbre deste momento histórico, captada a sul da estação de Oliveira de Azeméis, logo após a primeira passagem de nível junto à Lactogal. Com a montagem visível de novos carris e travessas, e a presença de maquinaria e trabalhadores no terreno, a empreitada trouxe nova esperança a quem nunca desistiu de lutar pela via estreita.


Para o Movimento Cívico pela Linha do Vouga, este passo é fundamental para religar convenientemente o lado norte e o lado sul da linha, devolvendo a continuidade territorial e a coesão às populações servidas por esta via férrea. Contudo, para que esta requalificação seja plena do ponto de vista operacional, o MCLV deixa o apelo firme para a reposição dos Aparelhos de Mudança de Via (AMV's) nas estações de Pinheiro da Bemposta e Albergaria-a-Velha, garantindo o cruzamento de comboios e a flexibilidade da oferta que a região tanto necessita.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima e última "paragem" recordamos o ano de 2025!


📍 Oliveira de Azeméis, 2024

📸 Autoria da foto: Jorge Seoane 


terça-feira, 13 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2023)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias percorremos as últimas "paragens" desta viagem no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2023 — "Quando o comboio aparecia, aparecia a horas e aparecia limpo": A enchente rumo às praias


Numa manhã soalheira de julho de 2023, a estação de São João da Madeira testemunhou mais um episódio marcante da vitalidade do Vouguinha: um verdadeiro "mar de gente", composto por jovens e famílias de mochila às costas, aguardando o embarque rumo às praias de Espinho.

  

A fotografia que hoje partilhamos regista o momento em que duas automotoras da Série 9630 se cruzavam nessa estação, numa altura em que o serviço na Linha do Vouga demonstrava uma fiabilidade bastante aceitável. Era o reflexo prático de uma época em que os comboios não só circulavam, como "apareciam, apareciam a horas e apareciam limpos" — um padrão de qualidade que devolveu a confiança às populações e encheu os comboios de vida. Não admira que este registo tenha ficado para a história da nossa comunidade online, tornando-se a publicação com mais reações de sempre na página de Facebook do MCLV!  


Infelizmente, a realidade atual já não espelha a mesma regularidade e limpeza, registando-se um retrocesso na qualidade do serviço prestado aos passageiros. Para o Movimento Cívico pela Linha do Vouga, este marco serve não só para recordar um dia memorável, mas também como um apelo urgente e firme às entidades responsáveis: é imperativo recuperar a fiabilidade, a limpeza e a pontualidade do Vouguinha, garantindo aos utentes do Entre Douro e Vouga o serviço digno e eficiente a que têm direito.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2024!


📍 São João da Madeira, 2023

📸 Autoria da foto: Bruno Soares 


domingo, 11 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2022)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2022 — Uma Pequena Vitória no Terreno: A Renovação Integral de Via entre Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira


Os primeiros dias de janeiro de 2022 trouxeram um marco de enorme relevância para a infraestrutura da Linha do Vouga: o arranque efetivo das obras de requalificação e renovação integral de via no troço entre Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira, num investimento de cerca de 2,6 milhões de euros efetuado pela Infraestruturas de Portugal.  


A imagem noturna que hoje partilhamos regista a primeiríssima fotografia captada no arranque dos trabalhos. Executadas no período noturno para não perturbar a circulação comercial durante o dia, as intervenções contemplaram a substituição de carris e travessas, bem como a colocação de novo balastro, concluindo-se com o devido assentamento e nivelamento da via através de ataque mecânico pesado.  


Para o Movimento Cívico pela Linha do Vouga, ver as máquinas no terreno e a obra a avançar representou "uma pequena vitória", demonstrando que vale a pena continuar a lutar por esta linha centenária. Este momento renovou a esperança no compromisso de requalificação integral da Linha do Vouga de "uma ponta à outra", mantendo sempre no horizonte a urgência (naquela altura) de intervir no troço central.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2023!


📍 Oliveira de Azeméis, 2022

📸 Autoria da foto: Bruno Soares


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2021)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2021 — A Sede de Liberdade nos Carris: A Romaria ao Comboio Histórico a Vapor


Na primavera de 2021, à medida que o país avançava nas fases de desconfinamento e as populações procuravam reencontrar o ar livre e o convívio, a Linha do Vouga tornou-se o palco de um regresso empolgante à vida cultural e turística.


A fotografia que hoje partilhamos, captada próximo do túnel de Eirol no final de abril de 2021, retrata a autêntica romaria que acompanhou a circulação do Comboio Histórico do Vouga. Com a secular locomotiva a vapor CP E214 à cabeça da composição, a imagem capta o entusiasmo do momento: passageiros debruçados nas janelas a saudar quem passava, fotógrafos a imortalizar a marcha nos carris e uma fila de automóveis a acompanhar o comboio ao longo da estrada paralela. Ao fundo, o teto da galeria do túnel emoldura este cenário inesquecível.


Para o Movimento Cívico pela Linha do Vouga, ver as margens do Vouga de novo repletas de vida e entusiasmo reforçou uma convicção fundamental: quando há oferta, dinamização e valorização do património de via estreita, a comunidade e os visitantes respondem em massa, demonstrando o enorme potencial regional e turístico do Vouguinha.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2022!


📍 Eirol, 2021

📸 Autoria da foto: PhotoRail 


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2020)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2020 — A Esperança Não Confinou: Quando a Allan voltou a ver a luz do dia


O ano de 2020 ficou marcado mundialmente pela pandemia de Covid-19 e pelos sucessivos confinamentos. Contudo, nem a incerteza desse período travou a chama do plano de recuperação do património de via estreita no âmbito dos trabalhos promovidos pelas oficinas da CP.


A imagem que hoje partilhamos regista um momento carregado de simbolismo: a automotora Allan CP 9310 a sair ligeiramente do interior das cocheiras do parque oficinal de Sernada do Vouga, voltando a ver a luz do dia após longos anos de imobilização. Para o Movimento Cívico pela Linha do Vouga, este momento teve um significado ainda mais especial, uma vez que a silhueta inconfundível das automotoras Allan da Série 9300 integra o nosso próprio logótipo.


Apesar de ter sido recuperada e se encontrar hoje operacional, a Allan 9310 acabou por ficar em Guifões, não tendo ainda regressado à Linha do Vouga (à semelhança da sua "irmã" 9305, resgatada no mesmo dia, mas que ainda aguarda restauro integral). Recordar este dia de 2020 é também reforçar um apelo que mantemos vivo: o de que estas emblemáticas automotoras possam, um dia, regressar a "casa" e voltar a circular no Vale das Voltas.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2021!


📍 Sernada do Vouga, 2020

📸 Autoria da foto: gentilmente cedida por Valdemar Rodrigues Pereira


terça-feira, 6 de outubro de 2026

Obras na Linha do Vouga: Renovação avança a bom ritmo e chega ao Apeadeiro de Rio Meão (PK 11)

Dando continuidade ao acompanhamento mensal dos trabalhos de Renovação Integral de Via (RIV) no troço Espinho – Santa Maria da Feira, trazemos as mais recentes novidades sobre o progresso da empreitada no nosso "Vouguinha".

Se na última atualização assinalávamos que a frente de obra tinha alcançado o quilómetro 13, o último mês voltou a ser marcado por um ritmo sustentado de progressão. As equipas avançaram cerca de dois quilómetros na substituição da superestrutura de via, estando a intervenção praticamente a atingir a localização do Apeadeiro de Rio Meão, situado precisamente ao quilómetro 11 (PK 11).


Com este novo avanço, o acumulado de via totalmente renovada desde o ponto de partida, na Estação de Santa Maria da Feira (PK 19,4), ascende já a cerca de 8,4 quilómetros intervencionados. No terreno, os trabalhos continuam focados na substituição integral de todo o material antigo da superestrutura por material novo, o que envolve o desguarnecimento e renovação do balastro, assim como o assentamento de novos carris e novas travessas. As fotografias que acompanham esta publicação foram captadas entre meados de setembro e o início do presente mês, registando o avanço contínuo das equipas no terreno.


Esta intervenção de requalificação, inserida no investimento global de 7,5 milhões de euros destinado a este troço, continua a focar-se na melhoria dos índices de segurança, estabilidade da via e tratamento de drenagens. A empreitada prossegue assim a sua caminhada firme rumo a Espinho, e o MCLV continuará a acompanhar o evoluir das obras dentro das suas possibilidades, empenhado em manter os cidadãos informados e em defender o futuro da Linha do Vouga. Fique atento às próximas atualizações!

 

Galeria de imagens



📸 Autoria das fotos: Vitor Gomes


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2019)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2019 — O Regresso do Vapor: 20 Anos Depois, a História Voltou a Fazer-se nos Carris


O ano de 2019 trouxe um dos momentos mais emotivos e marcantes para todos os entusiastas e defensores da Linha do Vouga. Cerca de duas décadas após as últimas circulações turísticas a vapor no Vouguinha, o apito histórico voltou a ecoar no "Vale das Voltas" com o regresso da locomotiva a vapor CP E214!


A imagem que hoje partilhamos imortaliza a chegada triunfal da locomotiva a Sernada do Vouga, num reencontro marcante entre o património vivo e a comunidade. O regresso da tração a vapor ao Comboio Histórico do Vouga não representou apenas uma viagem ao passado, mas a confirmação do enorme potencial turístico, cultural e dinamizador que a via estreita possui quando é devidamente valorizada.


Para o Movimento Cívico pela Linha do Vouga, ver este ícone ferroviário a circular de novo nos nossos carris foi a prova de que a persistência na salvaguarda do património ferroviário dá frutos reais, promovendo a economia e a coesão territorial, enchendo de orgulho a região e reforçando a urgência de garantir o futuro de toda a linha.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2020!


📍 Sernada do Vouga, 2019

📸 Autoria da foto: Bruno Soares 


domingo, 4 de outubro de 2026

Incêndio, supressões e investimentos na gaveta: o 'Vouguinha' não pode continuar sem rumo!

A Linha do Vouga voltou a estar no centro do debate ferroviário nacional no mais recente episódio do podcast Sobre Carris (jornal PÚBLICO), conduzido por Carlos Cipriano, Diogo Ferreira Nunes e Ruben Martins. Infelizmente, mais uma vez, pelos piores motivos. 
 

O programa traz à luz acontecimentos de extrema gravidade e expõe a urgência com que a tutela tem de olhar para a nossa linha:  

👉 Incêndio de 28 de setembro: Uma automotora avariada em plena via teve de ser rebocada e acabou por se incendiar. 

Autoria da foto: Maria Moreira

A prontidão da tripulação, que usou três extintores, evitou o pior numa linha onde os alertas para a necessidade urgente para a aquisição de mais e melhor material circulante continuam a ser ignorados.  

👉 Populações sem comboio por falta de pessoal: A multiplicação diária de supressões no Vouga é agravada pelo desvio sistemático de revisores para servir os comboios suburbanos do Porto;

👉 Troço central parado após milhões investidos: Fica evidente o desaproveitamento de um troço onde já foram aplicados 6,2 milhões de euros, mantendo a linha "cortada" e as populações desfeitas de uma ligação contínua;  

👉 Falta de visão e compromisso: A ausência de um plano estratégico claro por parte do Governo e da Infraestruturas de Portugal (IP) para o futuro e modernização desta via estreita.
  
O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) agradece uma vez mais à equipa do Sobre Carris por dar voz a estes factos e pela referência à nossa causa. Não podemos aceitar que a segurança de passageiros e ferroviários fique à mercê da sorte, nem que a Linha do Vouga continue a ser tratada como uma ferrovia de segunda categoria.  

Exigimos manutenção rigorosa, frota em condições e o cumprimento dos compromissos de modernização de ponta a ponta, conforme o Plano Ferroviário Nacional e o PNI2030!

🎧 Ouve aqui o podcast completo:

(Segmento Linha do Vouga: a partir do min. 8:00)

sábado, 3 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2018)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2018 — Mais um Revés: A Agulha Removida e o Fim das Manobras em Espinho-Vouga 


O ano de 2018 demonstrou que a luta pela salvaguarda da Linha do Vouga é feita de avanços e recuos constantes. Enquanto o Comboio Histórico ganhava forma a sul, na extremidade norte assinalava-se mais um atentado ao futuro técnico e operacional do Vouguinha.


A imagem que partilhamos regista a remoção do Aparelho de Mudança de Via (AMV) situado na entrada norte da estação de Espinho-Vouga. Com a eliminação desta agulha — motivada por intervenções no antigo canal ferroviário da Alameda 8 —, tornou-se impossível realizar a inversão e manobra de locomotivas (a vapor ou a diesel) na estação. Na prática, inviabilizou-se qualquer perspetiva de Espinho vir a receber o Comboio Histórico ou qualquer tipo de composições tracionadas por locomotiva no futuro.


Esta intervenção limitou gravemente a funcionalidade do topo norte da linha e constituiu mais um episódio de desvalorização do património. Um momento que exigiu uma forte tomada de posição e denúncia por parte do Movimento Cívico pela Linha do Vouga, sublinhando a urgência — que ainda hoje se mantém — de repor a interface direta com a Linha do Norte para devolver a verdadeira conetividade à rede.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2019!


📍 Espinho-Vouga, 2018

📸 Autoria da foto: Bruno Soares  


quinta-feira, 1 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2017)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2017: A Concretização de um Sonho - O Arranque do Comboio Histórico do Vouga


O ano de 2017 ficou gravado a ouro na história recente da Linha do Vouga. Depois do resgate do material circulante no ano anterior, o charme da via estreita regressou finalmente aos carris com a estreia do Comboio Histórico do Vouga!


A imagem que hoje partilhamos foi captada na estação de Eirol durante uma dessas primeiras e marcantes viagens, onde o Movimento Cívico pela Linha do Vouga fez questão de estar representado a bordo. A composição era encabeçada pela locomotiva a diesel Alsthom CP 9004 — a grande protagonista desta fase inicial, numa altura em que a locomotiva a vapor ainda não tinha feito o seu regresso ao ativo na Linha do Vouga.


Ver este comboio a circular entre Aveiro e Macinhata do Vouga representou não só um enorme sucesso para a região, mas também a validação direta da visão e das propostas que o MCLV vinha a defender. O Comboio Histórico provou, de forma indiscutível, a força e o potencial turístico da via estreita quando há vontade de a valorizar.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2018!


📍 Eirol, 2017

📸 Autoria da foto: Bruno Soares 


quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Comunicado: Estudo ignora a melhor solução para forçar a escolha entre o 'mau' e o 'pior'


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) vem a público expressar a sua mais profunda indignação e preocupação relativamente às recentes declarações, relativas ao futuro da Linha do Vouga, da parte de um dos responsáveis da Área Metropolitana do Porto (AMP), nomeadamente do Eng. Nuno Sousa (Presidente do Conselho de Administração da empresa Transportes Metropolitanos do Porto - TMP), conforme noticiado pelo jornal Região de Terras de Santa Maria. 


Segundo confirmado publicamente na peça informativa, embora admitindo que ainda não esteja definida qual a solução a avançar, foi na última sessão ordinária da Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira que este responsável informou que os estudos em curso para o corredor da Linha do Vouga (entre Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e Espinho) estão exclusivamente a equacionar duas alternativas: a conversão para Bitola Ibérica ou a implementação de um sistema BRT (Bus Rapid Transit), também conhecido por Metrobus.


Por conseguinte, ao remeter para o esquecimento a solução de modernização mantendo a bitola atual (Métrica), a AMP e as entidades envolvidas poderão estar a incorrer num gravíssimo erro de planeamento técnico e financeiro. Perante este cenário, o MCLV denuncia e exige esclarecimentos sobre quatro contradições insustentáveis:

1. A exclusão deliberada da solução ideal (Bitola Métrica):

É inaceitável que qualquer estudo de mobilidade pago com dinheiros públicos ignore a alternativa que é, no nosso entender, a mais racional e eficiente. Queremos acreditar no contrário, mas desta forma o debate poderá estar a ser viciado para empurrar as populações para um falso dilema entre a solução má (reconversão para Bitola Ibérica), cujo projeto será inevitavelmente de custos astronómicos, com obras pesadas e destrutivas nas malhas urbanas, e cujos raios de curva na Linha do Vouga são manifestamente incompatíveis com o comboio convencional de via larga, e a solução pior (BRT / Metrobus), que significa o desmantelamento da infraestrutura ferroviária. Destruir os carris para alcatroar o canal ferroviário e colocar autocarros a circular, reduzindo a capacidade de transporte, o conforto e a durabilidade do sistema é aquilo que vulgarmente configura "andar de cavalo para burro".


A modernização da Bitola Métrica existente (1000 mm) — com a eletrificação e adoção, por exemplo, de composições elétricas ligeiras sobre carris (tipo tram-train), à semelhança dos modelos de sucesso em toda a Europa — foi simplesmente varrida para debaixo do tapete, ignorando-se assim o próprio Plano Ferroviário Nacional.

2. Falsa narrativa da "reativação" de uma linha que está ATIVA:

É chocante ver responsáveis políticos utilizarem o termo "reativação" quando se referem à Linha do Vouga. A Linha do Vouga não precisa de ser reativada porque nunca esteve fechada (pelo menos entre Espinho e Aveiro); continua em pleno funcionamento e a servir diariamente centenas de passageiros. Falar em "reativar" é uma tentativa grosseira de desvalorizar o serviço ferroviário existente para preparar a opinião pública para o seu desmantelamento ou substituição por autocarros.

3. A devassa do investimento público: 

Onde fica a coerência das obras em curso? Neste momento, podemos estar a assistir a uma irracionalidade de gestão sem precedentes. A Infraestruturas de Portugal (IP) e o Estado estão neste exato momento a executar trabalhos de Renovação Integral de Via (RIV) e a investir milhões de euros na infraestrutura atual em bitola métrica. Como é possível que, em paralelo, a AMP possa estar a gastar recursos para estudar a destruição desse mesmo canal para passar autocarros (BRT) ou mudar a bitola? É um desrespeito absoluto pelos dinheiros públicos e pelos contribuintes.

4. A grande mentira do transbordo em Espinho:

Durante os últimos anos, os defensores da reconversão para bitola ibérica atacaram a manutenção da bitola métrica com o argumento de que era imperativo eliminar o transbordo em Espinho para permitir viagens diretas ao Porto. Contudo, perante a hipótese de um BRT, esses mesmos decisores parecem vir agora defender, sem qualquer pudor, um sistema que obriga exatamente ao mesmo transbordo em Espinho para a Linha do Norte.

Isto desmascara a hipocrisia da narrativa: a rejeição do transbordo era apenas um pretexto político. Se o transbordo em Espinho afinal já serve para um autocarro sobre pneus, porque é que não serve para um comboio elétrico moderno, rápido, silencioso e de elevada capacidade sobre os carris em bitola métrica?

Conclusão: Servir a região ou ceder a interesses obscuros?

A insistência em ignorar a bitola métrica — a única opção financeiramente viável, ambientalmente responsável a longo prazo e de execução rápida — demonstra que este estudo não nasce da necessidade dos cidadãos das Terras de Santa Maria, mas sim de uma presumível tentativa de acomodar interesses obscuros que procuram o desmantelamento ferroviário e o favorecimento de outras soluções, nomeadamente rodoviárias, a todo o custo.


Enquanto os decisores políticos apresentam soluções tacanhas, caras e ineficientes, este movimento cívico reitera o seu compromisso inabalável com a verdadeira modernização do nosso território.


Pela Bitola Métrica, uma Ambição Larga!


Notícia do jornal Região de Terras de Santa Maria, aqui.


terça-feira, 29 de setembro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2016)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2016: A Luz ao Fundo do Túnel - O Resgate do Material Histórico


Depois de um 2015 marcado pelo isolamento do Museu de Macinhata do Vouga e pelas reticências da autarquia local em avançar com a nossa proposta para um museu vivo, o ano de 2016 trouxe a reviravolta que tanto ansiávamos para a preservação da via estreita.

A CP – Comboios de Portugal iniciou os trabalhos de resgate e recolha do património circulante histórico que se encontrava abandonado na estação da Régua, como regista esta fotografia. Este material de via estreita (do antigo Comboio Histórico da Linha do Corgo) foi mobilizado e encaminhado para restauro oficinal, garantindo a sua salvaguarda.

Esta decisão da CP começou, em 2016, a moldar a base daquilo que viria a ser um marco na nossa região: a preparação para a criação do Comboio Histórico do Vouga, provando que a visão e a insistência pela valorização deste património valiam mesmo a pena.

A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2017!

📍 Peso da Régua, 2016
📸 Autoria da foto: Manuel Moreira

domingo, 27 de setembro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2015)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2015: O Isolamento do Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga


O ano de 2015 ficou marcado por um contraste difícil de compreender na gestão da nossa ferrovia. Ao mesmo tempo que se realizavam obras de requalificação na via principal, a ligação ao Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga acabou por ser fisicamente cortada.


Esta fotografia mostra precisamente esse cenário: a linha principal renovada e, ao lado, o corte da agulha de acesso às linhas do museu. Um duro golpe que isolou da rede ferroviária nacional um dos mais importantes núcleos museológicos de via estreita do país, inviabilizando a circulação livre de composições históricas.


O isolamento de Macinhata do Vouga demonstrou que as obras na via pecaram por falta de uma visão integrada para o património. Hoje, numa altura em que o museu se encontra finalmente a ser alvo de obras de renovação e ampliação, é imperativo que esta intervenção sirva também para repor a ligação à linha principal e corrigir este erro do passado.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2016!


📍 Macinhata do Vouga, 2015

📸 Autoria da foto: Ricardo Grilo


sexta-feira, 25 de setembro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2014)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2014: A Velocidade de Caracol


Em 2014, o troço central mantinha-se encerrado ao serviço comercial de passageiros, ficando a circulação nos carris nesse trecho remetida essencialmente a comboios de serviço (como as rotações de material circulante e deslocações às oficinas de Sernada do Vouga). Já no troço entre Sernada do Vouga e Águeda, também existiram fortes limitações nas circulações devido ao estado da via.

Foi nestes troços mais críticos que a degradação da infraestrutura obrigou à imposição de limitações de velocidade extremas. Esta imagem de um sinal de limitação a 10 km/h resume esse período: a linha estava tão debilitada que os comboios se viam obrigados a andar a passo de caracol.

Enquanto o serviço comercial resistia no resto da linha, estes 10 km/h tornaram-se o símbolo do abandono a que a Linha do Vouga foi votada — e o motivo pelo qual o MCLV nunca deixou de exigir obras de fundo.

A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2015!

📍 Oliveira de Azeméis, 2014
📸 Autoria da foto: Aníbal Bastos

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2013)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2013: O Golpe no Troço Central


O ano de 2013 ficou marcado por um dos momentos mais difíceis da história recente da Linha do Vouga. O descarrilamento de uma automotora junto ao apeadeiro de Ul expôs, de forma dramática, a falta de investimento e o estado de degradação da via.


A consequência foi praticamente imediata e dolorosa: o encerramento do serviço comercial de passageiros no troço central. O comboio deixava de unir a totalidade da linha, privando as populações locais da sua alternativa de transporte mais barata, sustentável e acessível.


Este acidente foi o resultado direto de anos de abandono — um momento crítico que tornou ainda mais urgente a ação do nosso movimento por uma ferrovia digna e segura.


A nossa viagem no tempo continua nos próximos dias. Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro!


📍 Ul, 2013

📸 Autoria da foto: Aníbal Bastos


terça-feira, 22 de setembro de 2026

Descobrindo o Comboio Histórico do Vouga... além-fronteiras!


Foi no programa "Escápate de viaje" — uma série documental da emissora espanhola Castilla y León Televisión (CYL TV) dedicada a dar a conhecer itinerários turísticos e de lazer — que fomos surpreendidos com aquela que é, muito provavelmente, uma das melhores e mais bonitas reportagens alguma vez realizadas sobre o nosso Comboio Histórico do Vouga.


No episódio "Escápate por el Festival de los Paraguas de colores de Águeda" (Temporada 9, Episódio 2), os nossos vizinhos espanhóis captaram com enorme sensibilidade a magia da última linha de bitola estreita em funcionamento em Portugal. Desde o património ferroviário vivo à beleza das paisagens e à riqueza cultural da região, o documentário mostra ao mundo o potencial extraordinário do "Vouguinha".



Se precisávamos de mais uma prova do valor turístico, histórico e humano do património da Linha do Vouga, este olhar vindo do outro lado da fronteira diz tudo.



Aconselhamos vivamente a verem a reportagem completa! Assista aqui:


▶️ Segmento do Comboio Histórico do Vouga a partir do minuto 23:57

🎥 Imagens: CYL TV


Anos
A idade da Linha do Vouga
98 Quilómetros
Via férrea ativa entre Espinho e Aveiro
610000 Passageiros
Média anual na Linha do Vouga

Galeria

Material circulante
Diesel
Material circulante
Vapor
Obras de arte
Estações, apeadeiros, pontes...
Outras linhas
Tua, Corgo, Tâmega...

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Localização:

Espinho, Feira, SJ. Madeira e Ol. Azeméis

Disponibilidade:

Segunda a sexta entre as 17h30 e 22h30

E-mail:

valedvouga@gmail.com