Movimento Cívico pela Linha do Vouga

"Estamos na luta pela Linha do Vouga. Todos nós sonhamos com algo e todos nós ambicionamos algo. Aquilo com que sonhamos e com que ambicionamos é que a via estreita tenha um futuro e não um fim. Queremos que preservem a última linha de via estreita do país, que a renovem, que lhe "limpem a cara". Não queremos que a eliminem pois faz parte da nossa história. Queremos que os nossos filhos, netos e bisnetos, possam, no futuro, desfrutar das mesmas aventuras que todos nós (ainda) podemos desfrutar. A história da Linha do Vouga é algo que tem de ser preservado, pois um país que não preserve a sua história, não é um país. A via tem um potencial turístico enorme, assim como uma afluência de passageiros que consideramos sustentável caso a oferta de comboios seja melhorada. Em Espanha, encontram-se alguns exemplos de como a via estreita pode ser rentável no século XXI, basta para isso algum dinamismo e vontade política para que isso aconteça de igual modo em Portugal."

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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2020)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2020 — A Esperança Não Confinou: Quando a Allan voltou a ver a luz do dia


O ano de 2020 ficou marcado mundialmente pela pandemia de Covid-19 e pelos sucessivos confinamentos. Contudo, nem a incerteza desse período travou a chama do plano de recuperação do património de via estreita no âmbito dos trabalhos promovidos pelas oficinas da CP.


A imagem que hoje partilhamos regista um momento carregado de simbolismo: a automotora Allan CP 9310 a sair ligeiramente do interior das cocheiras do parque oficinal de Sernada do Vouga, voltando a ver a luz do dia após longos anos de imobilização. Para o Movimento Cívico pela Linha do Vouga, este momento teve um significado ainda mais especial, uma vez que a silhueta inconfundível das automotoras Allan da Série 9300 integra o nosso próprio logótipo.


Apesar de ter sido recuperada e se encontrar hoje operacional, a Allan 9310 acabou por ficar em Guifões, não tendo ainda regressado à Linha do Vouga (à semelhança da sua "irmã" 9305, resgatada no mesmo dia, mas que ainda aguarda restauro integral). Recordar este dia de 2020 é também reforçar um apelo que mantemos vivo: o de que estas emblemáticas automotoras possam, um dia, regressar a "casa" e voltar a circular no Vale das Voltas.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2021!


📍 Sernada do Vouga, 2020

📸 Autoria da foto: gentilmente cedida por Valdemar Rodrigues Pereira


terça-feira, 6 de outubro de 2026

Obras na Linha do Vouga: Renovação avança a bom ritmo e chega ao Apeadeiro de Rio Meão (PK 11)

Dando continuidade ao acompanhamento mensal dos trabalhos de Renovação Integral de Via (RIV) no troço Espinho – Santa Maria da Feira, trazemos as mais recentes novidades sobre o progresso da empreitada no nosso "Vouguinha".

Se na última atualização assinalávamos que a frente de obra tinha alcançado o quilómetro 13, o último mês voltou a ser marcado por um ritmo sustentado de progressão. As equipas avançaram cerca de dois quilómetros na substituição da superestrutura de via, estando a intervenção praticamente a atingir a localização do Apeadeiro de Rio Meão, situado precisamente ao quilómetro 11 (PK 11).


Com este novo avanço, o acumulado de via totalmente renovada desde o ponto de partida, na Estação de Santa Maria da Feira (PK 19,4), ascende já a cerca de 8,4 quilómetros intervencionados. No terreno, os trabalhos continuam focados na substituição integral de todo o material antigo da superestrutura por material novo, o que envolve o desguarnecimento e renovação do balastro, assim como o assentamento de novos carris e novas travessas. As fotografias que acompanham esta publicação foram captadas entre meados de setembro e o início do presente mês, registando o avanço contínuo das equipas no terreno.


Esta intervenção de requalificação, inserida no investimento global de 7,5 milhões de euros destinado a este troço, continua a focar-se na melhoria dos índices de segurança, estabilidade da via e tratamento de drenagens. A empreitada prossegue assim a sua caminhada firme rumo a Espinho, e o MCLV continuará a acompanhar o evoluir das obras dentro das suas possibilidades, empenhado em manter os cidadãos informados e em defender o futuro da Linha do Vouga. Fique atento às próximas atualizações!

 

Galeria de imagens



📸 Autoria das fotos: Vitor Gomes


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2019)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2019 — O Regresso do Vapor: 20 Anos Depois, a História Voltou a Fazer-se nos Carris


O ano de 2019 trouxe um dos momentos mais emotivos e marcantes para todos os entusiastas e defensores da Linha do Vouga. Cerca de duas décadas após as últimas circulações turísticas a vapor no Vouguinha, o apito histórico voltou a ecoar no "Vale das Voltas" com o regresso da locomotiva a vapor CP E214!


A imagem que hoje partilhamos imortaliza a chegada triunfal da locomotiva a Sernada do Vouga, num reencontro marcante entre o património vivo e a comunidade. O regresso da tração a vapor ao Comboio Histórico do Vouga não representou apenas uma viagem ao passado, mas a confirmação do enorme potencial turístico, cultural e dinamizador que a via estreita possui quando é devidamente valorizada.


Para o Movimento Cívico pela Linha do Vouga, ver este ícone ferroviário a circular de novo nos nossos carris foi a prova de que a persistência na salvaguarda do património ferroviário dá frutos reais, promovendo a economia e a coesão territorial, enchendo de orgulho a região e reforçando a urgência de garantir o futuro de toda a linha.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2020!


📍 Sernada do Vouga, 2019

📸 Autoria da foto: Bruno Soares 


domingo, 4 de outubro de 2026

Incêndio, supressões e investimentos na gaveta: o 'Vouguinha' não pode continuar sem rumo!

A Linha do Vouga voltou a estar no centro do debate ferroviário nacional no mais recente episódio do podcast Sobre Carris (jornal PÚBLICO), conduzido por Carlos Cipriano, Diogo Ferreira Nunes e Ruben Martins. Infelizmente, mais uma vez, pelos piores motivos. 
 

O programa traz à luz acontecimentos de extrema gravidade e expõe a urgência com que a tutela tem de olhar para a nossa linha:  

👉 Incêndio de 28 de setembro: Uma automotora avariada em plena via teve de ser rebocada e acabou por se incendiar. 

Autoria da foto: Maria Moreira

A prontidão da tripulação, que usou três extintores, evitou o pior numa linha onde os alertas para a necessidade urgente para a aquisição de mais e melhor material circulante continuam a ser ignorados.  

👉 Populações sem comboio por falta de pessoal: A multiplicação diária de supressões no Vouga é agravada pelo desvio sistemático de revisores para servir os comboios suburbanos do Porto;

👉 Troço central parado após milhões investidos: Fica evidente o desaproveitamento de um troço onde já foram aplicados 6,2 milhões de euros, mantendo a linha "cortada" e as populações desfeitas de uma ligação contínua;  

👉 Falta de visão e compromisso: A ausência de um plano estratégico claro por parte do Governo e da Infraestruturas de Portugal (IP) para o futuro e modernização desta via estreita.
  
O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) agradece uma vez mais à equipa do Sobre Carris por dar voz a estes factos e pela referência à nossa causa. Não podemos aceitar que a segurança de passageiros e ferroviários fique à mercê da sorte, nem que a Linha do Vouga continue a ser tratada como uma ferrovia de segunda categoria.  

Exigimos manutenção rigorosa, frota em condições e o cumprimento dos compromissos de modernização de ponta a ponta, conforme o Plano Ferroviário Nacional e o PNI2030!

🎧 Ouve o episódio completo no site do PÚBLICO:

sábado, 3 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2018)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2018 — Mais um Revés: A Agulha Removida e o Fim das Manobras em Espinho-Vouga 


O ano de 2018 demonstrou que a luta pela salvaguarda da Linha do Vouga é feita de avanços e recuos constantes. Enquanto o Comboio Histórico ganhava forma a sul, na extremidade norte assinalava-se mais um atentado ao futuro técnico e operacional do Vouguinha.


A imagem que partilhamos regista a remoção do Aparelho de Mudança de Via (AMV) situado na entrada norte da estação de Espinho-Vouga. Com a eliminação desta agulha — motivada por intervenções no antigo canal ferroviário da Alameda 8 —, tornou-se impossível realizar a inversão e manobra de locomotivas (a vapor ou a diesel) na estação. Na prática, inviabilizou-se qualquer perspetiva de Espinho vir a receber o Comboio Histórico ou qualquer tipo de composições tracionadas por locomotiva no futuro.


Esta intervenção limitou gravemente a funcionalidade do topo norte da linha e constituiu mais um episódio de desvalorização do património. Um momento que exigiu uma forte tomada de posição e denúncia por parte do Movimento Cívico pela Linha do Vouga, sublinhando a urgência — que ainda hoje se mantém — de repor a interface direta com a Linha do Norte para devolver a verdadeira conetividade à rede.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2019!


📍 Espinho-Vouga, 2018

📸 Autoria da foto: Bruno Soares  


quinta-feira, 1 de outubro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2017)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2017: A Concretização de um Sonho - O Arranque do Comboio Histórico do Vouga


O ano de 2017 ficou gravado a ouro na história recente da Linha do Vouga. Depois do resgate do material circulante no ano anterior, o charme da via estreita regressou finalmente aos carris com a estreia do Comboio Histórico do Vouga!


A imagem que hoje partilhamos foi captada na estação de Eirol durante uma dessas primeiras e marcantes viagens, onde o Movimento Cívico pela Linha do Vouga fez questão de estar representado a bordo. A composição era encabeçada pela locomotiva a diesel Alsthom CP 9004 — a grande protagonista desta fase inicial, numa altura em que a locomotiva a vapor ainda não tinha feito o seu regresso ao ativo na Linha do Vouga.


Ver este comboio a circular entre Aveiro e Macinhata do Vouga representou não só um enorme sucesso para a região, mas também a validação direta da visão e das propostas que o MCLV vinha a defender. O Comboio Histórico provou, de forma indiscutível, a força e o potencial turístico da via estreita quando há vontade de a valorizar.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2018!


📍 Eirol, 2017

📸 Autoria da foto: Bruno Soares 


quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Comunicado: Estudo ignora a melhor solução para forçar a escolha entre o 'mau' e o 'pior'


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) vem a público expressar a sua mais profunda indignação e preocupação relativamente às recentes declarações, relativas ao futuro da Linha do Vouga, da parte de um dos responsáveis da Área Metropolitana do Porto (AMP), nomeadamente do Eng. Nuno Sousa (Presidente do Conselho de Administração da empresa Transportes Metropolitanos do Porto - TMP), conforme noticiado pelo jornal Região de Terras de Santa Maria. 


Segundo confirmado publicamente na peça informativa, embora admitindo que ainda não esteja definida qual a solução a avançar, foi na última sessão ordinária da Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira que este responsável informou que os estudos em curso para o corredor da Linha do Vouga (entre Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e Espinho) estão exclusivamente a equacionar duas alternativas: a conversão para Bitola Ibérica ou a implementação de um sistema BRT (Bus Rapid Transit), também conhecido por Metrobus.


Por conseguinte, ao remeter para o esquecimento a solução de modernização mantendo a bitola atual (Métrica), a AMP e as entidades envolvidas poderão estar a incorrer num gravíssimo erro de planeamento técnico e financeiro. Perante este cenário, o MCLV denuncia e exige esclarecimentos sobre quatro contradições insustentáveis:

1. A exclusão deliberada da solução ideal (Bitola Métrica):

É inaceitável que qualquer estudo de mobilidade pago com dinheiros públicos ignore a alternativa que é, no nosso entender, a mais racional e eficiente. Queremos acreditar no contrário, mas desta forma o debate poderá estar a ser viciado para empurrar as populações para um falso dilema entre a solução má (reconversão para Bitola Ibérica), cujo projeto será inevitavelmente de custos astronómicos, com obras pesadas e destrutivas nas malhas urbanas, e cujos raios de curva na Linha do Vouga são manifestamente incompatíveis com o comboio convencional de via larga, e a solução pior (BRT / Metrobus), que significa o desmantelamento da infraestrutura ferroviária. Destruir os carris para alcatroar o canal ferroviário e colocar autocarros a circular, reduzindo a capacidade de transporte, o conforto e a durabilidade do sistema é aquilo que vulgarmente configura "andar de cavalo para burro".


A modernização da Bitola Métrica existente (1000 mm) — com a eletrificação e adoção, por exemplo, de composições elétricas ligeiras sobre carris (tipo tram-train), à semelhança dos modelos de sucesso em toda a Europa — foi simplesmente varrida para debaixo do tapete, ignorando-se assim o próprio Plano Ferroviário Nacional.

2. Falsa narrativa da "reativação" de uma linha que está ATIVA:

É chocante ver responsáveis políticos utilizarem o termo "reativação" quando se referem à Linha do Vouga. A Linha do Vouga não precisa de ser reativada porque nunca esteve fechada (pelo menos entre Espinho e Aveiro); continua em pleno funcionamento e a servir diariamente centenas de passageiros. Falar em "reativar" é uma tentativa grosseira de desvalorizar o serviço ferroviário existente para preparar a opinião pública para o seu desmantelamento ou substituição por autocarros.

3. A devassa do investimento público: 

Onde fica a coerência das obras em curso? Neste momento, podemos estar a assistir a uma irracionalidade de gestão sem precedentes. A Infraestruturas de Portugal (IP) e o Estado estão neste exato momento a executar trabalhos de Renovação Integral de Via (RIV) e a investir milhões de euros na infraestrutura atual em bitola métrica. Como é possível que, em paralelo, a AMP possa estar a gastar recursos para estudar a destruição desse mesmo canal para passar autocarros (BRT) ou mudar a bitola? É um desrespeito absoluto pelos dinheiros públicos e pelos contribuintes.

4. A grande mentira do transbordo em Espinho:

Durante os últimos anos, os defensores da reconversão para bitola ibérica atacaram a manutenção da bitola métrica com o argumento de que era imperativo eliminar o transbordo em Espinho para permitir viagens diretas ao Porto. Contudo, perante a hipótese de um BRT, esses mesmos decisores parecem vir agora defender, sem qualquer pudor, um sistema que obriga exatamente ao mesmo transbordo em Espinho para a Linha do Norte.

Isto desmascara a hipocrisia da narrativa: a rejeição do transbordo era apenas um pretexto político. Se o transbordo em Espinho afinal já serve para um autocarro sobre pneus, porque é que não serve para um comboio elétrico moderno, rápido, silencioso e de elevada capacidade sobre os carris em bitola métrica?

Conclusão: Servir a região ou ceder a interesses obscuros?

A insistência em ignorar a bitola métrica — a única opção financeiramente viável, ambientalmente responsável a longo prazo e de execução rápida — demonstra que este estudo não nasce da necessidade dos cidadãos das Terras de Santa Maria, mas sim de uma presumível tentativa de acomodar interesses obscuros que procuram o desmantelamento ferroviário e o favorecimento de outras soluções, nomeadamente rodoviárias, a todo o custo.


Enquanto os decisores políticos apresentam soluções tacanhas, caras e ineficientes, este movimento cívico reitera o seu compromisso inabalável com a verdadeira modernização do nosso território.


Pela Bitola Métrica, uma Ambição Larga!


Notícia do jornal Região de Terras de Santa Maria, aqui.


terça-feira, 29 de setembro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2016)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2016: A Luz ao Fundo do Túnel - O Resgate do Material Histórico


Depois de um 2015 marcado pelo isolamento do Museu de Macinhata do Vouga e pelas reticências da autarquia local em avançar com a nossa proposta para um museu vivo, o ano de 2016 trouxe a reviravolta que tanto ansiávamos para a preservação da via estreita.

A CP – Comboios de Portugal iniciou os trabalhos de resgate e recolha do património circulante histórico que se encontrava abandonado na estação da Régua, como regista esta fotografia. Este material de via estreita (do antigo Comboio Histórico da Linha do Corgo) foi mobilizado e encaminhado para restauro oficinal, garantindo a sua salvaguarda.

Esta decisão da CP começou, em 2016, a moldar a base daquilo que viria a ser um marco na nossa região: a preparação para a criação do Comboio Histórico do Vouga, provando que a visão e a insistência pela valorização deste património valiam mesmo a pena.

A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2017!

📍 Peso da Régua, 2016
📸 Autoria da foto: Manuel Moreira

domingo, 27 de setembro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2015)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2015: O Isolamento do Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga


O ano de 2015 ficou marcado por um contraste difícil de compreender na gestão da nossa ferrovia. Ao mesmo tempo que se realizavam obras de requalificação na via principal, a ligação ao Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga acabou por ser fisicamente cortada.


Esta fotografia mostra precisamente esse cenário: a linha principal renovada e, ao lado, o corte da agulha de acesso às linhas do museu. Um duro golpe que isolou da rede ferroviária nacional um dos mais importantes núcleos museológicos de via estreita do país, inviabilizando a circulação livre de composições históricas.


O isolamento de Macinhata do Vouga demonstrou que as obras na via pecaram por falta de uma visão integrada para o património. Hoje, numa altura em que o museu se encontra finalmente a ser alvo de obras de renovação e ampliação, é imperativo que esta intervenção sirva também para repor a ligação à linha principal e corrigir este erro do passado.


A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2016!


📍 Macinhata do Vouga, 2015

📸 Autoria da foto: Ricardo Grilo


sexta-feira, 25 de setembro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2014)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2014: A Velocidade de Caracol


Em 2014, o troço central mantinha-se encerrado ao serviço comercial de passageiros, ficando a circulação nos carris nesse trecho remetida essencialmente a comboios de serviço (como as rotações de material circulante e deslocações às oficinas de Sernada do Vouga). Já no troço entre Sernada do Vouga e Águeda, também existiram fortes limitações nas circulações devido ao estado da via.

Foi nestes troços mais críticos que a degradação da infraestrutura obrigou à imposição de limitações de velocidade extremas. Esta imagem de um sinal de limitação a 10 km/h resume esse período: a linha estava tão debilitada que os comboios se viam obrigados a andar a passo de caracol.

Enquanto o serviço comercial resistia no resto da linha, estes 10 km/h tornaram-se o símbolo do abandono a que a Linha do Vouga foi votada — e o motivo pelo qual o MCLV nunca deixou de exigir obras de fundo.

A nossa viagem no tempo continua! Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro. Na próxima "paragem" recordamos o ano de 2015!

📍 Oliveira de Azeméis, 2014
📸 Autoria da foto: Aníbal Bastos

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2013)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2013: O Golpe no Troço Central


O ano de 2013 ficou marcado por um dos momentos mais difíceis da história recente da Linha do Vouga. O descarrilamento de uma automotora junto ao apeadeiro de Ul expôs, de forma dramática, a falta de investimento e o estado de degradação da via.


A consequência foi praticamente imediata e dolorosa: o encerramento do serviço comercial de passageiros no troço central. O comboio deixava de unir a totalidade da linha, privando as populações locais da sua alternativa de transporte mais barata, sustentável e acessível.


Este acidente foi o resultado direto de anos de abandono — um momento crítico que tornou ainda mais urgente a ação do nosso movimento por uma ferrovia digna e segura.


A nossa viagem no tempo continua nos próximos dias. Siga a página diariamente e acompanhe esta retrospetiva até ao dia 19 de outubro!


📍 Ul, 2013

📸 Autoria da foto: Aníbal Bastos


terça-feira, 22 de setembro de 2026

Descobrindo o Comboio Histórico do Vouga... além-fronteiras!


Foi no programa "Escápate de viaje" — uma série documental da emissora espanhola Castilla y León Televisión (CYL TV) dedicada a dar a conhecer itinerários turísticos e de lazer — que fomos surpreendidos com aquela que é, muito provavelmente, uma das melhores e mais bonitas reportagens alguma vez realizadas sobre o nosso Comboio Histórico do Vouga.


No episódio "Escápate por el Festival de los Paraguas de colores de Águeda" (Temporada 9, Episódio 2), os nossos vizinhos espanhóis captaram com enorme sensibilidade a magia da última linha de bitola estreita em funcionamento em Portugal. Desde o património ferroviário vivo à beleza das paisagens e à riqueza cultural da região, o documentário mostra ao mundo o potencial extraordinário do "Vouguinha".



Se precisávamos de mais uma prova do valor turístico, histórico e humano do património da Linha do Vouga, este olhar vindo do outro lado da fronteira diz tudo.



Aconselhamos vivamente a verem a reportagem completa! Assista aqui: https://www.cyltvplay.es/Player.aspx?id=ba1b1142-b6b4-4886-93d9-85597a80cc9

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Transporte de carril relativo à RIV que decorre em período noturno entre a Feira e Espinho


Os trabalhos de renovação integral de via entre Santa Maria da Feira e Espinho, que decorrem em período noturno, aproximam-se do apeadeiro de Rio Meão. 


Nestas imagens, podemos ver as movimentações das equipas da Fergrupo no transporte do novo carril ao longo deste trajeto da Linha do Vouga. 



🎥 Autoria do vídeo: Paulo Nogueira


15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2012)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias continuamos a viajar no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2012: Contra Todas as Previsões, o Vouguinha Continuou a Circular


O ano de 2012 começou sob a ameaça real do fim do serviço, mas a força da comunidade falou mais alto. Graças à pressão constante das populações locais, dos políticos da região e da mobilização cívica, o encerramento anunciado não se concretizou.


Esta fotografia mostra uma automotora 9630 a partir de Oliveira de Azeméis — o símbolo vivo de um comboio que se recusou a parar e de uma região que exigiu manter o seu meio de transporte. Contra os prognósticos mais sombrios, o Vouguinha provou que a união de um povo consegue travar o abandono.


Esta foi apenas a segunda paragem da nossa retrospetiva. Acompanhe a nossa página diariamente até 19 de outubro para não perder nenhum capítulo dos 15 anos da nossa história!


📍 Oliveira de Azeméis, 2012

📸 Autoria da foto: Aníbal Bastos


sábado, 19 de setembro de 2026

15 Anos, 15 Memórias: A Luta pela Linha do Vouga (2011)

No dia 19 de outubro o Movimento Cívico pela Linha do Vouga cumpre 15 anos de existência. Para assinalar este marco, ao longo dos próximos dias viajamos no tempo através de 15 fotografias — uma por cada ano da nossa história.

2011: A Viagem de Despedida que se Tornou o Início de Tudo


Começamos em 2011. O cenário era sombrio: o encerramento definitivo da Linha do Vouga estava anunciado para o final desse ano. Perante a iminência da perda do "Vouguinha", os dois primeiros representantes do MCLV realizaram uma viagem por toda a extensão da linha num tom de despedida.


Contudo, aquilo que começou como um último adeus transformou-se na faísca de uma causa: a certeza de que a Linha do Vouga não podia morrer. 15 anos depois, o comboio continua a apitar e a nossa voz continua bem viva.


Esta foi apenas a primeira paragem. Siga a nossa página nos próximos dias, reviva connosco estes 15 anos de luta e partilhe as suas próprias memórias do Vouguinha aqui nos comentários!


📍 Sernada do Vouga, 2011

📸 Autoria da foto: Bruno Soares

 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Obras na Linha do Vouga: Renovação ultrapassa a antiga Estação de São João de Ver e alcança o PK 13

Dando continuidade ao acompanhamento mensal dos trabalhos de Renovação Integral de Via (RIV) no troço Espinho – Santa Maria da Feira, trazemos as mais recentes novidades sobre o progresso das obras no nosso "Vouguinha".

Se na última atualização assinalávamos a aproximação à Junta de Freguesia de São João de Ver (PK 14,3), o último mês voltou a registar uma evolução significativa no terreno. A frente de obra ultrapassou com sucesso a antiga Estação de São João de Ver e avançou mais 1,3 quilómetros na substituição da superestrutura da via, situando-se agora ao quilómetro 13.


Com este novo progresso, o acumulado de via totalmente renovada desde o ponto de partida, na Estação de Santa Maria da Feira (PK 19,4), ascende já a 6,4 quilómetros intervencionados. No local, os trabalhos mantêm o ritmo habitual, centrados na substituição integral de todo o material antigo da superestrutura da via por material novo, o que inclui o desguarnecimento e renovação do balastro, assim como o assentamento de novos carris e novas travessas. As fotografias que acompanham esta publicação foram captadas entre meados de agosto e o início do presente mês, registando o avanço dos trabalhos neste troço emblemático da linha.


Esta intervenção de requalificação, inserida no investimento global de 7,5 milhões de euros destinado a este troço, continua a focar-se na melhoria dos índices de segurança, estabilidade da via e tratamento de drenagens. A empreitada prossegue assim a sua caminhada firme rumo a Espinho, e o MCLV continuará a acompanhar o evoluir das obras dentro das suas possibilidades, empenhado em manter os cidadãos informados e em defender o futuro da Linha do Vouga. Fique atento às próximas atualizações!


Galeria de imagens



📸 Autoria das fotos: Vitor Gomes, João Oliveira e Bruno Soares

 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Centro Interpretativo é interessante, mas o 'Museu Vivo' é a chave diferenciadora!


Saudamos a recente visita do vice-presidente da Câmara Municipal de Águeda, Edson Santos, e dos técnicos municipais ao Museu Ferroviário Nacional no Entroncamento. A intenção de criar um Centro Interpretativo da Linha do Vouga para valorizar o Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga demonstra um interesse autárquico louvável na salvaguarda da nossa memória ferroviária.


Notícia na imprensa:

https://sapo.pt/artigo/macinhata-do-vouga-prepara-uma-nova-era-para-o-seu-patrimonio-ferroviario-6a7c7b21e252287f8a5f3d35


Esta iniciativa remete-nos para 2015, quando o MCLV realizou uma viagem de âmbito idêntico ao Museo Vasco del Ferrocarril e à Euskotren, no País Basco — uma referência europeia na preservação de vias métricas e onde viajámos na histórica automotora Allan CP 9301.


Relembre a nossa visita ao País Basco: https://www.mclv.org/2015/08/visita-ao-museo-vasco-del-ferrocarril-e.html


Deste modo, sugerimos vivamente aos responsáveis autárquicos de Águeda uma visita ao museu basco, em Azpeitia. Por muito que a ideia de criar um centro interpretativo possa soar interessante no papel, nunca terá a escala, o impacto turístico nem a dimensão patrimonial de um verdadeiro "Museu Vivo" — e era exatamente assim que o projeto deveria ser concetualizado e apresentado desde o primeiro momento.


Apesar de a autarquia referir que a articulação com Sernada do Vouga surgirá apenas numa fase posterior, o MCLV considera que essa devia ser a prioridade imediata. É nossa convicção de que o que tornará o projeto de requalificação daquele espaço museológico em algo verdadeiramente diferenciador nunca poderá limitar-se apenas em expor informação ou peças estáticas, mas sim em permitir a vivência do ambiente ferroviário real e operacional.


Para que este projeto seja um caso de sucesso à escala nacional e europeia, seria fundamental:


* Integrar o complexo de Sernada do Vouga desde a primeira hora, adaptando e capacitando para visita pública áreas históricas hoje reservadas, como as cocheiras que guardam material histórico ou a antiga serração, articulando a atividade oficinal diária com a vertente museológica;


* Conectar Macinhata e Sernada num eixo vivo, onde o material histórico é mantido, restaurado e colocado a circular com passageiros na linha.


Sem incluir a alma e a componente operacional de Sernada logo no arranque, corre-se o risco de criar apenas mais um espaço de exibição passiva. O património da Linha do Vouga pode e deve ser preservado em movimento!


📍 Legenda da foto: Automotora Allan CP 9301, no Museu Vasco del Ferrocarril, em 2015

📸 Autoria da foto: Bruno Soares


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Há uma coisa que não falta à Linha do Vouga!

A Linha do Vouga é uma das infraestruturas ferroviárias mais carismáticas da região de Aveiro e até do país, mas a verdade é que lhe continua a faltar quase tudo para cumprir o seu verdadeiro potencial.

Falta-lhe modernização e eletrificação, o que a mantém presa ao passado com automotoras a gasóleo lentas e antiquadas. Falta-lhe material circulante em número suficiente e fiável, cujas constantes avarias e supressões desesperam quem depende dela todos os dias. Faltam horários cadenciados e mais frequentes, capazes de responder às necessidades reais de quem estuda ou trabalha. Falta-lhe velocidade comercial, devido ao traçado sinuoso e aos muitos cruzamentos sem automatismos, que tornam a viagem excessivamente demorada. Faltam plataformas acessíveis e estações mais eficientes, que garantam conforto e segurança a quem embarca. Faltam investimentos estruturais fundamentais como a reposição da interface com a Linha do Norte em Espinho e o prolongamento da linha até à Universidade de Aveiro. Falta também repor o serviço comercial de passageiros entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga, colmatando um corte drástico na coesão territorial, isto para não falar de o grande troço histórico até Viseu continuar encerrado há décadas.


No entanto, por muito que o abandono político e a falta de um sério investimento teimem em castigar este eixo centenário, há uma coisa — a mais importante de todas — que nunca falta na Linha do Vouga: passageiros! As carruagens continuam a encher-se de gente que resiste, prova viva de que a ferrovia faz falta e tem futuro, bastando apenas que quem governa decida finalmente apostar nela.


📸 Autoria da foto: Vítor Gomes

📍 Espinho-Vouga, 10 de agosto de 2026


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Obras na Linha do Vouga: Renovação avança até São João de Ver e atinge o PK 14,3

Dando continuidade ao nosso acompanhamento mensal dos trabalhos de Renovação Integral de Via (RIV) no troço Espinho – Santa Maria da Feira, trazemos a habitual atualização sobre o curso das obras no nosso "Vouguinha".

Se no mês transato assinalávamos a chegada da frente de trabalho à Zona Industrial da Corujeira (PK 15,7), as últimas semanas voltaram a ser marcadas por uma progressão firme no terreno. As equipas avançaram mais 1,4 quilómetros na substituição da superestrutura de via, tendo alcançado agora o PK 14,3 — situando-se a escassos metros após a Junta de Freguesia de São João de Ver e cada vez mais perto da sua antiga estação ferroviária.

Com este novo impulso, o acumulado de via totalmente renovada desde o ponto de partida, na Estação de Santa Maria da Feira (PK 19,4), ultrapassa já a marca dos 5,1 quilómetros intervencionados. No terreno, os trabalhos prosseguem com o habitual desguarnecimento e substituição do balastro, bem como o assentamento de novos carris e travessas de madeira. As fotografias que acompanham esta publicação foram captadas entre o início do mês de julho e o início do mês atual, ilustrando de forma clara as diferentes fases deste avanço.

Recorde-se que este investimento de 7,5 milhões de euros visa repor os índices de segurança, fiabilidade e conforto no troço, integrando ainda intervenções na estabilização da infraestrutura e no sistema de drenagem. A frente de obra prossegue assim a sua caminhada a bom ritmo em direção a Espinho, e o MCLV continuará a acompanhar o decorrer dos trabalhos dentro das suas possibilidades, mantendo a defesa da plena valorização da Linha do Vouga. Fique atento às próximas atualizações!

Galeria de imagens



📸 Autoria das fotos: Vitor Gomes 

 

Anos
A idade da Linha do Vouga
98 Quilómetros
Via férrea ativa entre Espinho e Aveiro
610000 Passageiros
Média anual na Linha do Vouga

Galeria

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Diesel
Material circulante
Vapor
Obras de arte
Estações, apeadeiros, pontes...
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