Movimento Cívico pela Linha do Vouga

"Estamos na luta pela Linha do Vouga. Todos nós sonhamos com algo e todos nós ambicionamos algo. Aquilo com que sonhamos e com que ambicionamos é que a via estreita tenha um futuro e não um fim. Queremos que preservem a última linha de via estreita do país, que a renovem, que lhe "limpem a cara". Não queremos que a eliminem pois faz parte da nossa história. Queremos que os nossos filhos, netos e bisnetos, possam, no futuro, desfrutar das mesmas aventuras que todos nós (ainda) podemos desfrutar. A história da Linha do Vouga é algo que tem de ser preservado, pois um país que não preserve a sua história, não é um país. A via tem um potencial turístico enorme, assim como uma afluência de passageiros que consideramos sustentável caso a oferta de comboios seja melhorada. Em Espanha, encontram-se alguns exemplos de como a via estreita pode ser rentável no século XXI, basta para isso algum dinamismo e vontade política para que isso aconteça de igual modo em Portugal."

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quarta-feira, 4 de março de 2026

Carta Aberta: Solidariedade e Apelo pela Acessibilidade na Linha do Vouga


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) vem por este meio manifestar a sua profunda solidariedade para com o munícipe de Pinheiro da Bemposta que, após a alegada supressão da travessia pedonal no final da Rua Monsenhor Albino Soares de Pinho, se viu confrontado com uma situação de injustiça e enorme dificuldade no seu quotidiano.


Como recentemente relatado pela comunicação social, Tiago João Sousa, um jovem de 35 anos com paralisia cerebral, que se desloca em cadeira de rodas, é agora forçado a percorrer um desvio adicional de 1 km por caminhos de terra batida, buracos e lama para conseguir chegar ao seu local de trabalho numa IPSS local.


Tiago João Sousa junto à antiga passagem de nível, no Pinheiro da Bemposta. Foto: Diário de Aveiro

A Nossa Posição: 


O MCLV acredita que a Linha do Vouga deve ser um motor de desenvolvimento e união das populações, e nunca um fator de exclusão. A segurança ferroviária é fundamental, mas não deve ser garantida à custa da diminuição da dignidade humana e da autonomia dos cidadãos mais vulneráveis.


Retirar uma passagem sem assegurar uma alternativa pavimentada e acessível é uma falha que atenta contra o direito básico à mobilidade (DL n.º 163/2006).


• O Nosso Apelo às Entidades:


Solidarizar-se exige ação. Por isso, apelamos à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e à Infraestruturas de Portugal (IP) para que colaborem na resolução urgente deste caso:


1. Reposição de uma solução de atravessamento segura e acessível, que devolva ao cidadão o seu trajeto direto e digno;


2. Pavimentação imediata da via de recurso, enquanto uma solução definitiva não for implementada, eliminando as barreiras de terra batida e irregularidades.


A passagem de nível em questão já se encontra suprimida, pelo menos, desde 2010. Foto: Diário de Aveiro.

Estamos cientes de que a lei não permite a reposição do referido atravessamento à superfície, mas também não podemos aceitar que a requalificação da Linha do Vouga resulte em qualquer tipo de barreira física na vida de quem trabalha e contribui para a nossa comunidade. Estamos ao lado deste munícipe e de todos os que lutam por uma mobilidade inclusiva na nossa região.


MCLV, 4 de março de 2026


Fotos: Diário de Aveiro


Notícia Diário de Aveiro: https://www.diarioaveiro.pt/2026/03/03/obrigado-a-ir-de-cadeira-de-rodas-por-terra-batida-para-chegar-ao-trabalho/


Vídeo: https://www.facebook.com/share/v/1V2i8MSrPq/


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

COMUNICADO: MCLV repudia supressões na Linha do Vouga por falta de meios básicos e inércia técnica

O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) vem, por este meio, manifestar o seu mais profundo repúdio perante as supressões de comboios ocorridas hoje, 13 de fevereiro de 2026. 

Este comunicado surge na sequência da notícia hoje avançada pelo jornal Público, que denuncia a paragem de composições devido à falta de equipamentos PDA (Personal Digital Assistant) para as equipas de bordo.


É inadmissível que a mobilidade de milhares de cidadãos entre Aveiro e Espinho possa ser sequestrada por uma falha logística tão elementar e evitável. Este episódio, confirmado pela comunicação social, é o reflexo de um problema estrutural que o MCLV urge denunciar:


• Negligência Operacional da CP: Ainda que acautelando serviço rodoviário de substituição, é injustificável que uma operadora nacional suprima serviços ferroviários por incapacidade de fornecer material de apoio básico aos seus trabalhadores. Tratar os passageiros desta linha como utentes de segunda categoria, cancelando comboios por falhas administrativas, é um desrespeito gritante por quem trabalha e estuda.


• Falta de know-how e Inércia da IP: A paragem do serviço por falta de dispositivos móveis revela a fragilidade de uma infraestrutura que a Infraestruturas de Portugal (IP) mantém tecnologicamente obsoleta. A falta de investimento e de competência técnica para modernizar os sistemas de apoio à exploração deixa a operação ferroviária refém de meios manuais e precários.


Não aceitaremos que o "Vouguinha" continue a ser vítima de um desinvestimento crónico e de uma gestão de braços cruzados. O direito ao transporte público é fundamental e não pode estar dependente de falhas de planeamento que revelam um profundo desprezo pela nossa região.


Face ao exposto, o MCLV exige:


1) Um esclarecimento público imediato por parte das administrações da CP e da IP, bem como do Ministério das Infraestruturas, sobre as falhas reportadas pelo jornal Público;


2) A criação urgente de um plano de ação com o objetivo de terminar com a supressão de circulações e a garantia de meios de substituição sempre que a logística interna falhe;


3) Um plano de modernização tecnológica sério, que dote a linha de sistemas de comunicação e sinalização que não fiquem paralisados por falta de equipamentos portáteis.


A nossa paciência esgotou-se. Manteremos a nossa vigilância ativa e não abdicaremos de exigir o respeito e o serviço de qualidade a que as populações do distrito de Aveiro têm direito.


Movimento Cívico pela Linha do Vouga, 13 de fevereiro de 2026


Notícia do jornal Público: https://www.publico.pt/2026/02/13/local/noticia/comboios-suprimidos-linha-vouga-falta-pda-2164758


terça-feira, 19 de agosto de 2025

Esclarecimento


Foi com agrado e entusiasmo que colaboramos com o jornal Público no sentido de divulgar e denunciar os atrasos e supressões abusivas que se têm verificado ultimamente na Linha do Vouga. No entanto, em defesa da sua honra, o MCLV lamenta ver-se novamente visado por algumas afirmações presentes neste artigo, desta vez vindas do edil aguedense, Jorge Almeida, cujas insinuações, que consideramos infundadas, nos deixaram particularmente surpreendidos, apreensivos e entristecidos, já que é pública a consideração, o respeito e a admiração que temos por este autarca. 


Ainda assim, e deste modo, compete-nos esclarecer o seguinte: 


1) Em momento algum acusamos a atual administração da CP de "desleixo", apesar do evidente negligenciamento a que está votado o serviço ferroviário na Linha do Vouga, de resto, tal como ficou demonstrado pelo próprio artigo do jornal Público; 


2) O MCLV é totalmente apartidário, logo não somos movidos por qualquer interesse nem agimos em função de qualquer agenda político-partidária. Aquilo que nos move é a vontade e a crença em ter uma Linha do Vouga moderna, em bitola métrica e de classe mundial, que preste um serviço ferroviário digno, que sirva a todos os seus utentes (onde nos incluímos) com o máximo de conforto e fiabilidade, sejam eles estudantes, trabalhadores, veraneantes ou turistas; 


3) Não há um momento certo ou errado para manifestar as nossas reivindicações. Errado seria vermos a decadência a que está votado o serviço ferroviário na Linha do Vouga e nada fazer, independentemente se estamos, ou não, a caminho de uma campanha para eleições autárquicas, as quais em nada nos dizem respeito, a não ser no próprio direito que respeita a qualquer cidadão de ir votar no dia 12 de outubro.


Artigo do jornal Público: https://www.publico.pt/2025/08/18/local/noticia/dez-dias-cp-suprimiu-67-comboios-linha-vouga-2144216


quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Comunicado


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga vem por este meio apelar e exigir ao Governo de Portugal e às empresas públicas por este mandatadas e que gerem a nossa ferrovia, nomeadamente, a Infraestruturas de Portugal e a CP - Comboios de Portugal, para que tomem as diligências necessárias que permitam a imediata reposição do serviço comercial ferroviário no troço central da Linha do Vouga, entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga. 


Assim, e atendendo às últimas notícias veiculadas por diversos meios de imprensa escrita regional e nacional referentes tanto à conclusão da reabilitação da infraestrutura, como às intenções da operadora quanto à futura exploração comercial, não podemos aceitar que no imediato não sejam repostas, pelo menos, as circulações existentes antes da suspensão do serviço ferroviário neste troço, no ano de 2013, e que é atualmente realizado por via do táxi. 


Por isso, no nosso entender, no imediato compete à Infraestruturas de Portugal: 


1) Criar as condições mínimas necessárias para que seja colocado um funcionário, provisoriamente, nas passagem de nível com guarda sem automatização, nomeadamente à saída de Oliveira de Azeméis e à entrada de Albergaria-a-Velha; 


2) Colocar plataformas provisórias nas paragens que não estejam, atualmente, dotadas das condições mínimas exigidas pela operadora (a exemplo do que se fez na Linha de Leixões); 


3) Acelerar ao máximo o processo de reposição dos Aparelhos de Mudança de Via (AMV's) para que a operadora possa futuramente implementar horários mais atrativos. 


Compete, ainda, à CP: 


1) Logo que a IP crie as condições anteriormente referidas, repor imediatamente as circulações do serviço ferroviário previamente existentes aquando da sua suspensão; 


2) No imediato, tornar o serviço mais atrativo, adicionando, pelo menos, mais uma circulação em cada sentido, na parte da manhã e da tarde, preferencialmente de modo a que seja reduzido ou anulado o longo tempo de espera de ligação com as circulações do troço sul, que se verifica atualmente em Sernada do Vouga. 


O MCLV relembra a necessidade da rápida atenção a esta nossa reivindicação pelos seguintes motivos: 


1) O troço central da Linha do Vouga permite ligar e servir duas importantes zonas industriais do distrito de Aveiro, nomeadamente as de Oliveira de Azeméis e Albergaria-a-Velha, passando pelo pólo industrial de Travanca; 


2) Ainda que alguns apeadeiros estejam relativamente afastados das zonas de maior concentração, este troço atravessa zonas densamente povoadas; 


3) Permite aliviar o forte congestionamento de trânsito que se verifica na N1/IC2 que acompanha a linha ao longo deste trajeto; 


4) Permite que todos os pólos da Universidade de Aveiro estejam ligados por ferrovia; 


5) A ausência das agulhas (AMV's) nas estações de cruzamento, nomeadamente Pinheiro da Bemposta e Albergaria-a-Velha, não interfere com a reposição das circulações existentes antes da suspensão do serviço ferroviário; 


6) Permite que a exploração turística seja estendida a toda a extensão da linha. 


Ademais, esta nossa reivindicação foi já corroborada por Frederico Francisco, ex-secretário de estado do ministério das Infraestruturas, atual deputado da Assembleia da República e especialista em ferrovia. Nas suas redes sociais, o atual deputado afirma que "não há nenhuma boa razão para que o serviço ferroviário entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga não seja retomado de imediato, após a conclusão das obras de renovação da linha", e no seu entender, "na versão mínima, o serviço rodoviário que existe hoje seria substituído por comboio", pelo que "ter um serviço ferroviário não ideal é melhor de que não ter nenhum".


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Carta aberta aos presidentes de câmara servidos pela Linha do Vouga


Exmos. Srs. Presidentes de Câmara, Maria Manuel Cruz, Amadeu Albergaria, Jorge Sequeira, Joaquim Jorge, António Loureiro, Jorge Almeida e Ribau Esteves,


Da mesma forma que procuramos alertar e apelar a Miguel Pinto Luz para esta problemática, dirigimo-nos, agora, por este meio a vossas excelências para pedir uma melhoria geral das condições na Linha do Vouga. 


Como tão bem devem saber, a linha que defendemos atravessa o distrito de Aveiro ligando Espinho à sua capital, passando por Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha e Águeda. Esta nossa linha passa junto a várias zonas industriais localizadas precisamente no coração de uma das regiões industriais mais importantes do país. No entanto, os comboios atuais circulam apenas entre as 6h e as 21h, o que não serve minimamente as necessidades de quem trabalha por turnos nesta região. 


A CP justifica que alterar horários envolve mexer nas escalas dos maquinistas. Vimos por este meio pedir a vossa intervenção, em conjunto com os empresários e sindicatos da região, para que sejam elaborados novos horários que reflitam e acedam às necessidades impostas pela realidade atual dos horários de trabalho, para que os operários vejam cumprido o direito ao transporte previsto na constituição. Além disso, mais comboios e horários ajustados permitirá libertar as estradas de muitos carros, visto que esta é uma das regiões onde as pessoas mais estão dependentes do automóvel, o que como bem saberão não ajuda ao cumprimento das metas climáticas. 


Estamos perfeitamente cientes de que outro grande entrave à concretização deste nosso apelo para a melhoria dos horários prende-se com a falta de material circulante. Infelizmente, nos últimos anos, a discussão centrou-se em demasia na mudança da bitola da Linha do Vouga, algo que estamos convictos de que não é minimamente necessário. O que é necessário é a reposição da interface com a Linha do Norte, em Espinho, e a criação de uma nova com a futura linha de Alta Velocidade, no concelho de Santa Maria da Feira. 


O serviço comercial diário tem vindo a ser negligenciado, já que assistimos muitas vezes a atrasos e supressões que se devem, ora a avarias constantes do material circulante, ora a falta de revisores. A bitola estreita, que muitos criticam, acaba por ser uma mais valia no que toca à aquisição de material circulante, visto que há linhas de bitola estreita na Europa e um pouco por todo o mundo, logo será muito mais fácil adquirir material de bitola estreita do que bitola ibérica. Sentimos, também, que o combate ao vandalismo também tem vindo a ser negligenciado, ora por parte da operadora que não procede à rápida remoção dos grafitis, ora por parte do próprio gestor da infraestrutura que não acautela os meios necessários para que tais atos possam ser minimizados. 


Aplaudimos a integração no sistema Andante do troço da Linha do Vouga que está inserido na AMP, no entanto continua a faltar a modernização do sistema de bilhética com a implementação de máquinas automáticas, por exemplo. 


Por último, apelamos a vossas excelências para que ajudem a replicar em toda a linha a iniciativa da câmara de Águeda, que junto com a IP e a CP, tem projetado a criação de novos apeadeiros e a relocalização de outros tantos. Pedimos-vos, assim, para que reúnam e discutam entre vós para algo seja feito, de preferência, com a maior rapidez possível. 


Falta, ainda, resolver outras situações básicas como seja a automatização de passagens de nível, correção de traçado onde for possível e a eventual eletrificação, mas enquanto a região espera por isso, as medidas que aqui vos pedimos melhorariam substancialmente o serviço e a mobilidade no nosso distrito de Aveiro. 


Aguardamos a vossa resposta, 


Com os melhores cumprimentos, 


Movimento Cívico pela Linha do Vouga


sexta-feira, 6 de junho de 2025

CARTA ABERTA AO MINISTRO DAS INFRAESTRUTURAS E HABITAÇÃO


Exmo. Sr. Ministro Miguel Pinto Luz, 


Dirigimo-nos por este meio a vossa excelência para pedir uma melhoria geral das condições na Linha do Vouga. 


Como tão bem deve saber, a linha que defendemos atravessa o distrito de Aveiro ligando Espinho à sua capital, passando por Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha e Águeda. Esta nossa linha passa junto a várias zonas industriais localizadas precisamente no coração de uma das regiões industriais mais importantes do país. No entanto, os comboios atuais circulam apenas entre as 6h e as 21h, o que não serve minimamente as necessidades de quem trabalha por turnos nesta região. 


A CP justifica que alterar horários envolve mexer nas escalas dos maquinistas. Vimos por este meio pedir a sua intervenção, em conjunto com os empresários e sindicatos da região, para que sejam elaborados novos horários que reflitam e acedam às necessidades impostas pela realidade atual dos horários de trabalho, para que os operários vejam cumprido o direito ao transporte previsto na constituição. Além disso, mais comboios e horários ajustados permitirá libertar as estradas de muitos carros, visto que esta é uma das regiões onde as pessoas mais estão dependentes do automóvel, o que como bem saberá não ajuda ao cumprimento das metas climáticas. 


Estamos perfeitamente cientes de que outro grande entrave à concretização deste nosso apelo para a melhoria dos horários prende-se com a falta de material circulante. Infelizmente, nos últimos anos, a discussão centrou-se em demasia na mudança da bitola da Linha do Vouga, algo que estamos convictos de que não é minimamente necessário. O que é necessário é a reposição da interface com a Linha do Norte, em Espinho, e a criação de uma nova com a futura linha de Alta Velocidade, no concelho de Santa Maria da Feira. 


O serviço comercial diário tem vindo a ser negligenciado, já que assistimos muitas vezes a supressões devido a avarias constantes do material circulante. A bitola estreita, que muitos criticam, acaba por ser uma mais valia no que toca à aquisição de material circulante, visto que há linhas de bitola estreita na Europa e um pouco por todo o mundo, logo será muito mais fácil adquirir material de bitola estreita do que bitola ibérica. 


Aplaudimos a integração no sistema Andante do troço da Linha do Vouga que está inserido na AMP, no entanto continua a faltar a modernização do sistema de bilhética com a implementação de máquinas automáticas, por exemplo. 


Por último, pedimos-lhe que ajude a replicar em toda a linha a iniciativa da câmara de Águeda, que junto com a IP e a CP, tem projetado a criação de novos apeadeiros e a relocalização de outros tantos. Pedimos-lhe, assim, para que tenha reuniões com os restantes municípios para que isso seja feito. 


Falta, ainda, resolver outras situações básicas como seja a automatização de passagens de nível, correção de traçado onde for possível e a eventual electrificação, mas enquanto a região espera por isso, as medidas que aqui lhe pedimos melhorariam substancialmente o serviço e a mobilidade no nosso distrito de Aveiro. 


Aguardamos a sua resposta, 


Com os melhores cumprimentos, 


Movimento Cívico pela Linha do Vouga


quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Comunicado


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga vem por este meio manifestar a sua profunda preocupação pelo secretismo em volta do resultado da mais recente reunião entre todos os presidentes das autarquias da zona sul da Área Metropolitana do Porto e o atual ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz. 


Na última reunião de câmara do município de Oliveira de Azeméis, realizada a 1 de agosto, o presidente daquela autarquia, Joaquim Jorge, afirmou ter "indicação do ministro para não revelar o que foi discutido na reunião" entre este e os autarcas da AMP (ver vídeo*). Questionamo-nos, por isso, quanto ao que terá sido abordado sobre a Linha do Vouga, uma infraestrutura pública, com serviço público ferroviário, que não possa ser divulgado em espaço público. 


Sabe o MCLV que é vontade da maioria dos autarcas a reconversão desta via férrea em bitola ibérica para uma ligação direta ao Porto, algo que, na nossa e na opinião de vários técnicos especialistas, é praticamente impossível de concretizar por motivos vários. O MCLV não pode aceitar de modo algum que haja secretismos em discussões sobre obras públicas, sobretudo, porque não queremos que aconteça à região do Entre Douro e Vouga aquilo que aconteceu à região de Coimbra. Como tal, recusamos por completo a mínima possibilidade ou ideias de uma eventual conversão da última linha de bitola estreita portuguesa numa linha de metrobus. 


Estamos convictos que secretismos são coisas que normalmente se associam a estados ditaturiais, e visto que vivemos numa democracia, isto é algo que fica muito mal, quer do ponto de vista ético, quer do ponto de vista da própria transparência. Assim sendo, é imperial a exigência para que se torne público o que foi discutido nas reuniões da AMP, quer com o Sr. ministro das Infraestruturas, quer com o Sr. ministro Adjunto e da Coesão Territorial. Está em causa o respeito pelos passageiros desta linha e por todos aqueles que lutam pelo seu futuro diariamente. 


*Vídeo da reunião de câmara de Oliveira de Azeméis (Linha do Vouga abordada a partir do minuto 21):



MCLV, 7 de agosto de 2024

Anos
A idade da Linha do Vouga
98 Quilómetros
Via férrea ativa entre Espinho e Aveiro
610000 Passageiros
Média anual na Linha do Vouga

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