Movimento Cívico pela Linha do Vouga

"Estamos na luta pela Linha do Vouga. Todos nós sonhamos com algo e todos nós ambicionamos algo. Aquilo com que sonhamos e com que ambicionamos é que a via estreita tenha um futuro e não um fim. Queremos que preservem a última linha de via estreita do país, que a renovem, que lhe "limpem a cara". Não queremos que a eliminem pois faz parte da nossa história. Queremos que os nossos filhos, netos e bisnetos, possam, no futuro, desfrutar das mesmas aventuras que todos nós (ainda) podemos desfrutar. A história da Linha do Vouga é algo que tem de ser preservado, pois um país que não preserve a sua história, não é um país. A via tem um potencial turístico enorme, assim como uma afluência de passageiros que consideramos sustentável caso a oferta de comboios seja melhorada. Em Espanha, encontram-se alguns exemplos de como a via estreita pode ser rentável no século XXI, basta para isso algum dinamismo e vontade política para que isso aconteça de igual modo em Portugal."

A Linha do Vouga Propostas e Reivindicações

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terça-feira, 28 de abril de 2026

Do Vouga para a Provença: A 'nossa' E211 é estrela em França!


No mais recente episódio do podcast Sobre Carris, o jornalista Diogo Ferreira Nunes partilha a sua experiência a bordo do famoso Train des Pignes. O grande destaque da viagem? A locomotiva a vapor CP E211.


Uma embaixadora da nossa linha

Esta locomotiva centenária, que durante décadas serviu as populações nas Linhas do Vouga e do Corgo, é hoje o coração de um dos comboios turísticos mais emblemáticos da Europa.


Locomotiva CP E211 em Espinho, em 1974.

* Irmã de "sangue": A E211 é "irmã" da "nossa" E214, a locomotiva a vapor que serve no Comboio Histórico do Vouga.


* Património Vivo: Enquanto em França a nossa tecnologia dos inícios do século XX é celebrada como um motor de turismo e desenvolvimento regional, aqui o Movimento Cívico pela Linha do Vouga continua a lutar para que este potencial seja plenamente aproveitado em toda a extensão da Linha do Vouga.


Ouve o Podcast

Neste episódio, discute-se o contraste entre a propaganda e a realidade da oferta ferroviária, mas também o brilho deste património que atravessa fronteiras.


🎧 Ouve aqui (a partir do minuto 17:15): 



A CP E211 agora ao serviço do Train des Pignes, na Provença, França.

Ver a E211 a brilhar em França é um orgulho, mas reforça a nossa convicção: a Linha do Vouga merece o mesmo investimento, carinho e visão estratégica para o futuro!


terça-feira, 14 de abril de 2026

Um exemplo para o futuro do Vouga

Duas composições FGV série 4000 afetas ao TRAM de Alicante cruzam-se na paragem de Sangueta

O MCLV realizou uma visita "técnica" ao traçado do histórico El Trenet de la Marina, em Alicante (Espanha), para demonstrar como a bitola métrica moderna se integra harmoniosamente no tecido urbano, provando ser o modelo ideal para uma Linha do Vouga renovada e prolongada no centro das cidades de Espinho e Aveiro. 


O exemplo deste corredor centenário convertido em sistema moderno valida a nossa defesa de que a via estreita permite uma mobilidade ligeira e estética, perfeitamente compatível com a vivência das nossas cidades.



Relembramos a nossa publicação a propósito das automotoras MAN 2500, que deixaram de servir, no ano passado, nesta linha e que poderiam ajudar a resolver o problema da falta de material circulante na Linha do Vouga:


https://www.mclv.org/2025/02/material-circulante-que-linha-do-vouga.html


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Um ''cheirinho'' do comboio histórico!


Já conhece o futuro comboio histórico da Linha do Vouga? Não? Então deixamos-lhe aqui um "cheirinho"daquilo que poderá ver e usufruir já no verão de 2017. Nas imagens, datadas do ano de 2006, podemos observar a locomotiva diesel CP Alsthom 9004 a rebocar a carruagem histórica CEYF 466. Estas manobras decorreram entre o posto de manutenção (da extinta Linha do Corgo) e a estação da Régua.  

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Visita ao Museo Vasco del Ferrocarril e Euskotren (Parte 2)

No âmbito de estudar e comparar a realidade da Linha do Vouga com a de outras linhas do mesmo género existentes noutros países da Europa, o Movimento Cívico pela Linha do Vouga partiu à descoberta do Museo Vasco del Ferrocarril e do Euskotren (Linha Kostaldea), situados no País Basco, Espanha.

Neste capitulo iremos abordar aquilo que nos deixou verdadeiramente estupefactos... A Linha Kostaldea, inserida na rede de linhas de via estreita (electrificadas) do Euskotren!
Estação de Deba, Linha Kostaldea, Espanha
Sim, linhas de via estreita electrificadas! Existem aqui mesmo "ao lado", em Espanha. Uma realidade que contrasta com a realidade portuguesa. Em Portugal quase já não existem linhas de bitola métrica, quanto mais linhas deste género electrificadas... Desabafos à parte, a Linha Kostaldea tem diversas parecenças com a original Linha do Vale do Vouga. Primeiro, porque liga a serra ao mar, seguindo o rio Deba e atravessando paisagens que fazem lembrar o ramal de Viseu. Segundo, o estilo arquitectónico francês utilizado na construção das obras de arte.

Pormenor da Estação de Deba
Esta linha é, sem sombra de dúvidas, um exemplo de modernidade e de respeito à funcionalidade deste tipo de via. Prova que em Portugal se tem seguido uma política errada a cada quilómetro de linha que é encerrado. 

O Euskotren é uma rede de linhas que liga duas grandes cidades espanholas, nomeadamente Bilbao e San Sebastian. Entre outras composições em circulação na rede Euskotren, aquela que conhecemos, a UT-900 é, por ventura, mais moderna do que as que servem os urbanos da Linha do Norte. Têm total acessibilidade e acondicionamento para pessoas com dificuldades na mobilidade e atingem uma velocidade máxima de 100 km/h. As estações são igualmente modernas e dotadas da mais recente tecnologia. Por exemplo, na estação de Amara/San Sebastian existem torniquetes, fazendo lembrar o metro de Lisboa.
Protótipo do Euskotren UT-900, situado no Museo Vasco del Ferrocarril
Pormenor dos torniquetes na estação de Amara
Finalizamos esta reportagem de dois capítulos com uma mensagem para todos os que gerem a ferrovia portuguesa e sobretudo a Linha do Vouga: deixem de uma vez por todas de ter preconceitos para com as vias métricas. Coloquem os vossos olhos nos bons exemplos que existem pela Europa fora. Devolvam a dignidade e a imponência ao nosso querido Vouguinha!

PS: Sabia que as CP Allan 9300 e as CP Sorefame 9630, que circularam e circulam, respectivamente, na Linha do Vouga, estão dotadas de tracção eléctrica?!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Visita ao Museo Vasco del Ferrocarril e Euskotren (Parte 1)

No âmbito de estudar e comparar a realidade da Linha do Vouga com a de outras linhas do mesmo género existentes noutros países da Europa, o Movimento Cívico pela Linha do Vouga partiu à descoberta do Museo Vasco del Ferrocarril e do Euskotren (Linha Kostaldea), situados no País Basco, Espanha.

Automotora Allan 9301 
Locomotiva E205
Vista panorâmica do museu

Começamos por visitar o museu, sobretudo por apresentar relíquias "portuguesas", nomeadamente a locomotiva CP Henschel & Sohn E205, que serviu na Linha do Corgo, e a nossa mítica automotora CP Allan 9301, um verdadeiro símbolo da Linha do Vouga. Para saber mais sobre a parte histórica do museu e como estes comboios chegaram até Espanha, clique aqui!

Estas imagens foram captadas durante a visita ao museu, que tem um custo simbólico de 6 euros e inclui viagem no comboio histórico entre a estação de Azpeitia, onde se situa todo o complexo museológico, e a estação imediatamente seguinte Lasao. Como realizamos a visita numa sexta-feira, a viagem procedeu-se na automotora Allan, com uma duração de cerca de 45 minutos para percorrer 10 quilómetros (ida e volta), incluindo paragem em Lasao, para um momento de explicações históricas sobre a antiga via férrea e sobre a automotora. De resto, reencontrar esta automotora e poder viajar nela era o nosso principal objectivo do dia. O comboio histórico a vapor realiza-se apenas ao fim de semana. Percorremos cerca de 800 quilómetros, entre Portugal e Espanha, para ver algo que poderia existir perfeitamente (e até melhor) "aqui ao lado", em Sernada do Vouga.

Paragem em Lasao, num dia chuvoso
Velho relógio da estação de Lasao
Já no interior da automotora Allan 9301

A visita ao museu deixou-nos com um sentimento misto de satisfação e revolta. Satisfação por existirem espaços deste género, que preservam e valorizam a história das linhas métricas. Por outro lado, revolta pelo simples facto de não existir algo do género em Portugal. O nosso país encerrou mais de 700 quilómetros de vias férreas nos últimos anos, a maioria eram via estreita. Restam os 90 quilómetros da Linha do Vouga, que ligam Espinho e Aveiro, e os 4 quilómetros do Metro de Mirandela (ex. Linha do Tua) entre Carvalhais e Mirandela. 

Fachada do museu de Macinhata do Vouga, Portugal

Existem, para além do núcleo museológico de Macinhata do Vouga, outros museus, em Portugal, dedicados quase exclusivamente às linhas métricas, tais como o museu de Lousado e o núcleo de Arco de Baúlhe. No entanto, nenhum destes apresenta um espólio tão elaborado e tão vasto como o do Museo Vasco del Ferrocarril, muito menos a possibilidade de interagir num verdadeiro museu vivo, com viagens históricas. Concluímos, portanto, com esta viagem, que o complexo de Sernada do Vouga, aliado ao núcleo de Macinhata do Vouga, é o único em Portugal que apresenta, do nosso ponto de vista, todo o potencial para se tornar em algo muito semelhante, ou até superior, daquilo que encontramos na região basca, uma vez que a Linha do Vouga continua activa.    

No próximo capitulo iremos abordar aquilo que nos deixou verdadeiramente estupefactos... A Linha Kostaldea, inserida na rede de linhas de via estreita (electrificadas) do Euskotren!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Comunicado


O Movimento Civico pela Linha do Vouga vem por este meio lamentar a venda das automotoras LRV200, que circularam na Linha do Tâmega, e manifestar a sua solideriedade para com os defensores desta via férrea.

Automotoras idênticas às que a CP se prepara agora para vender foram testadas sem sucesso na Linha do Vouga. Insucesso esse devido, sobretudo, a um descarrilamento ocorrido, curiosamente, no troço que se encontra suspenso ao transporte de passageiros por meio do comboio, desde 2013, devido ao estado de degradação da via.

A CP justifica esta venda com a falta planos de reutilização para as ditas automotoras, acrescentando ainda, à semelhança do que sucede com outro material que já não é necessário para o serviço comercial da empresa.

O interesse do Movimento era que estas automotoras não fossem vendidas mas sim recuperadas para circularem na Linha do Vouga, com a devida garantia de segurança, por forma a aumentar a oferta do serviço. Consideramos, portanto, este acontecimento como mais um revés à nossa árdua luta pela preservação da via estreita em Portugal.

Movimento Civico Pela Linha do Vouga , 27 Abril de 2015

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Linha do Dão Ponte de Treixedo


domingo, 28 de julho de 2013

LVR pelo Tua




Anos
A idade da Linha do Vouga
98 Quilómetros
Via férrea ativa entre Espinho e Aveiro
610000 Passageiros
Média anual na Linha do Vouga

Galeria

Material circulante
Diesel
Material circulante
Vapor
Obras de arte
Estações, apeadeiros, pontes...
Outras linhas
Tua, Corgo, Tâmega...

Contacto

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Espinho, Feira, SJ. Madeira e Ol. Azeméis

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E-mail:

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