sexta-feira, 27 de março de 2026

Ausência de Respostas do Ministério perante os Desafios da Linha do Vouga


É de conhecimento público a nossa oposição à alteração da bitola na Linha do Vouga. Esta posição não se baseia numa mera preferência técnica, mas sim na constatação de que tal mudança exigiria a renovação de 70 a 90% do traçado atual — o que, na prática, significaria a construção de uma linha integralmente nova. Defendemos que esta é uma despesa desnecessária, quando o foco deveria ser a requalificação e modernização profunda da infraestrutura existente.


O Ministro Castro Almeida, com a pasta da Economia e Coesão Territorial, tem defendido, em diversos artigos de opinião, que a adoção da bitola ibérica, para uma ligação direta ao Porto, permitiria reduzir o tempo de percurso entre São João da Madeira e Espinho para 28 minutos. Contudo, as nossas projeções levantam sérias dúvidas sobre a exequibilidade deste tempo de viagem, a menos que se proceda à eliminação de apeadeiros essenciais às populações.



É, por isso, deplorável constatar que o mesmo Ministro que tanto insistiu nesta tese na imprensa regional, tenha optado pelo silêncio quando confrontado pelo deputado José Carlos Barbosa sobre os problemas reais e urgentes da Linha. Este silêncio é revelador: continua-se a alimentar a "ilusão da bitola" enquanto se negligenciam os problemas quotidianos dos utentes. Reiteramos a necessidade urgente de reforço de material circulante para a Linha do Vouga. Não aceitaremos menos do que a igualdade de tratamento face ao resto do país.


Pelo Futuro da Linha do Vouga!


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